Kyoto foi a melhor cidade ever

Comprei um passe de um dia de viagem de ônibus e foi a melhor coisa que fiz: mais da metade do meu álbum agora é Kyoto, e eu nem visitei o castelo imperial (tinha que reservar com duas semanas de antecedência).
Encontrei uns estrangeiros andando de kimono tradicional e fiquei imaginando o frio que eles tavam passando. Por isso não tive vontade de procurar como eles conseguiram aquelas roupas.
Comi em restaurantes, finalmente. Pior coisa ever. Tenho uma puta agonia de quem come de boca aberta e faz barulho tomando sopa/comendo macarrão. Além do que era mais caro que minhas marmitinhas.
Mas visitei uns 5 templos além dos escondidos entre bairros. E todo mundo me recebeu super bem, hiper diferente de Nagoya… E Osaka.

Osaka parecia Nagoya. Era suja, a gente consegue ver diferença de classes sociais fácil, como é no Brasil, e tem favela (não igual ao Brasil, claro. Favela aqui é tipo bairros de classe média, que tem altos apartamentos pequenos, ruas apertadas, lojas simples e desconhecidas, muito gente com roupa de operário e bêbados na rua). E meu hotel em Nagoya era numa favela.

Encontrei uma amiga de amigo meu lá e foi hiper divertido… Até ela buscar o filho dela.
O menino tinha 6 anos. Quando conheci, ok, alguém pra falar de pokemon, jogos, heróis, pah… Até brincamos de corrida nos lugares, pique pega, tava legal até ele querer uma espada de ninja.
Aí a mãe não comprou porque ele ainda tava de castigo (vish).
Aí ele se jogou no chão e começou a gritar (pqp).
Como os dois eram brasileiros e não entendiam japonês, eu tava hiper envergonhada e fiquei pedindo desculpas pros japoneses que passavam. Falava que o menino era barulhento e mimado e me desculpava por isso. Aí eles perguntavam se tava mesmo tudo bem e eu falava que logo ele iria parar de chorar.
Uma vergonha. Mesmo. Eu não vim pro Japão pra ficar passando este tipo de vergonha.
Fomos ainda no castelo de Osaka e, olha, realmente lindo de noite. Coisa assim de se apaixonar. Eu queria sentar nos banquinhos e ficar lá, de noite, admirando aquele castelo por uns minutinhos. Mas não podia porque o guri tava berrando.

Não foi de todo ruim Osaka, mas poderia ter sido melhor.
Hoje estou em Hiroshima e tive que até tirar o casaco de tão quente que tá. Rapaz.

Por que comprar um computador japonês?

Pra nada. Ele é tão caro quanto no Brasil. Meu pai insistiu pra eu comprar um note bom com 400 dólares, mas neste preço só achei monte de porcaria. E tive que comprar porcaria. Estou me sentindo péssima.

Quando fui sair de Nikko pra Nagoya, deu outra tempestade. Foi um sacrifício chegar na estação, mas consegui chegar bem. Eram umas 8:00.
– O trem vai atrasar por conta da tempestade.
– Tudo bem. Eu posso esperar.
Esperei por 8 horas e nada. Os moços até me deram comida e talz… Depois dessas 8 horas, eu decidi fazer a coisa mais sensata: juntar 3 pessoas pra ir de taxi.
Conseguido as pessoas, fomos até a estação mais comum a todos, que poderíamos cada um pro seu caminho. Era uma viagem de 20 minutos.
Levou 3 horas. Tinha um puto trânsito e altos carros quebrados e batidos no meio do caminho.
Chegando na estação, tive que ir pra estação de Tokyo pra ir pra Nagoya. Fui em pé. 1 hora carregando 12kg nas costas.
Chegando em Tokyo, eu consegui correr pra pegar o penúltimo trem pra Nagoya.
Cheguei 22:30 em Nagoya.
Meu hotel era longe da estação. Não conhecia as ruas, os bairros, as estações, então peguei outro taxi.
Chegando no hotel, ninguém queria acreditar/entender que eu tinha feito reserva.
Não tinha wifi no hotel pra acessar minha reserva do booking.
Paguei uma noite e dormi bem.
No dia seguinte, procurei internet pela rua. Quando achei, abri o booking e deixei o navegador aberto pra poder voltar no hotel e mostrar que tinha feito a reserva.

Passiei bastante pelas lojas de Nagoya. Encontrei uns templos escondidos nos bairros e tirei fotos do lado de fora do Castelo de Nagoya. Não entrei lá porque, na verdade, o passeio nas lojas matou minhas pernas.

A vinda pra Kyoto foi bem tranquila. Minha mala tá começando a ficar meio pesada demais, mas… Mas só tenho mais 3 cidades pra visitar, então eu consigo levar tudo.

Um frio que não passei em Sapporo

Aaaaaaaah, meus pés…. meus pezinhos, congelando, ohmeudeus.

Cheguei cedo em Nikko e acabei conseguindo passear nos templos daqui. A cidade por si só é totalmente isolada e vive basicamente de turismo por conta de seus templos. E, te dizer, baita de templos bonitos.
Cheguei cedo pra passear, mas tarde pra pegar os templos abertos. Eles abrem as 09:00 e fecham as 15:00. E descobri um museu por lá.
Amanhã pretendo entrar em pelo um templo e vou tentar ir pras cachoeiras, ver se consigo tirar foto de uma congelada.

Meusdedos! Eles pararam de me responder! Ai que frio, jesus. Como é que deixam o ar condicionado quebrado assim em pleno inverno?!

E a tia Irma veio me visitar

Morrendo de cólica aqui, waaaaaah.

Cheguei ontem em Yamagata e dei uma passeada ontem mesmo nas lojinhas. Comprei uma blusa de vocaloid e… E aí me expulsaram no shopping porque ele fecha 19:30.

Hoje fui nas ruínas do castelo de Yamagata e justo o castelo hoje tava fechado para visitas. Porém fiz uma trilha ao redor desse castelo que, olha… Foi bem legal e perigoso também.
Finalmente ninguém me impediu de fazer meu boneco de neve e ele ficou divino.

Tô passando meio mal, aí não estou conseguindo ter forças pra poder passear de novo. :/

Amanhã : Nikko!

De onde vem aquela “bishoujo”?

Hohohohohohohohohohoho
Eu sei que bishoujo é tipo “gatinha”, mas
Hohohohohohohohohohohoohohohoho

Foram 8 horas de viagem de Chitose pra Aomori. Duas dessas horas eu fui em pé porque a moça que vende os bilhetes:
-Não precisa de lugar marcado pra essa cidade que você vai baldear, já que ninguém vai pra ela.
Aí fui a viagem inteira xigando essa moça.

Cheguei em Aomori, de noite já. Cidade bem iluminada, muitas lojinhas, pah… E cade meu hotel?
Pedi um mapa na estação e fui tentando me orientar por ele. Na estação, o cara tinha me falado pra eu andar pra sempre numa via lá e eu ia encontrar o hotel. Aí eu “ok”. Andei, andei, andei a nada… Perguntei pra uma vendedora onde que a gente tava, pedindo pra mostrar no mapa e depois falei o endereço do hotel. Aí ela:
-Puxa, mas é longe onde você quer ir. Melhor pedir um taxi.
Aí achei melhor não porque taxi é absurdamente caro. Continuei andando.
Deu uns 5 minutos e cheguei no hotel.

Hoje fui num observatório com vista panorâmica da cidade inteira. Tirei muitas fotos. Quando tava saindo, caiu uma tempestade de neve, aí fiquei mais tempo no observatório. Não foi tempo perdido porque a vista era muito linda.
Depois que deu uma amenizada, fui no parque da cidade ver árvore congelada. Foi muuuuuuuuuito legal. Fiz meu primeiro montinho de neve, mas fiquei com vergonha de tirar foto porque tava patético.
Depois a tempestade apertou de novo e decidi ir pro hotel.

Umas 17:30 a tempestade parou e fui andar de novo na cidade. Achei sem querer uns restos de festival e tirei muitas fotos. Depois entrei num shopping e me perdi por lá.

Aí deu umas 20:30 e decidi voltar pro hotel. Já tava tarde e eu precisava comer. Comprei minha marmitinha e vim pra cá.

O banheiro daqui é uma perdição. É tipo um spa. Tenho até meu próprio roupão.

Aiai, amanhã, Yamagata!