Gastei todo o dinheiro que tinha em apenas um bairro

Puxa, como a Dani não tinha blog, eu vou deixar avisado que a respondi no post que ela comentou.

 

Bom, eu já voltei de viagem, voltei sábado passado. Mas vou contar aqui meus últimos dias de viagem e depois faço um post de recapitulação.

Hiroshima foi hiper, mas hiper acolhedora. Os dias lá eram bem ensoralados, ninguém tava de casacão na rua. Putz, passear por lá foi hiper gostosinho. Quando subi pro meu quarto, que era um dormitório, conheci uma velhinha japonesa suuuuuuuper simpática que acabou me enchendo de presentes, enquanto eu tava me embolando toda pra poder recusar a quantidade de presentes que ela me dava.

Mas ela, de 75 anos, me levou pra passar em Hiroshima. Ela me contou que não valia a pena comprar passe de museu de um dia, porque os museus de Hiroshima eram todos a céu aberto. Me mostrou o bairro dos cemitérios que, te dizer, os templos eram lindões, mas a quantidade de túmulo dava meio que, aannnnnnnn…

Me mostrou o castelo de Hiroshima e disse que todos os templos tradicionais de lá, diferente das outras cidades japonesas, tinham pelo menos uns 70 anos. O motivo, bom, a bomba. Mas esse castelo, diferente do de Osaka, Nijo ou os outros castelos que passei, não tinha aquele labirinto de pedra. Era um grande chão e, logo a frente, o castelo. Imagino que não reconstruíram o labirinto.

Aí ela me mostrou o Memorial da Paz, que ela mesma não tinha visto de noite. Era um tanto assustador até. A qualquer momento poderia pular um fantasma.

No outro dia, fiz amizade com um alemão e fomos à ilha Miyajima. Era uma ilha que vive basicamente do turismo. Fomos num domingo e tava bem cheio lá. Esta ilha era infestada por renas fofinhas e preguiçosas, assim como Nara, pelo o que o alemão falou. Tiramos fotos de bastante coisa.

Teve até uma cerimônia de casamento por lá! Nem a vovó que tinha me mostrado Hiroshima viu uma cerimônia de casamento tradicional. Eu fui bem sortuda!

Depois do casamento, fomos subir uma montanha. Minha primeira montanha! Rapaz, foi foda. Em todos os sentidos. E ainda a água no topo da montanha era 250 yens.

Aí isso acabou comigo, não conseguia andar mais de jeito nenhum.

 

No outro dia, fui pra Tokyo, a minha última cidade. Com o último dia do JR pass, eu usei para ir em Odaiba e ver o Gundam gigante. Teria explorado mais Odaiba se meus pés não estivessem mortos.

No dia seguinte, fui em Akihabara levando 30 mil yens. Nunca que eu ia conseguir gastar esse dinheiro num só dia, certo?

Quebrei a cara, vi tanta coisa linda e que não cabia mais na minha mala, mas mesmo assim comprei e… E, bom.

Fui inclusive num Maid Cafe de verdade!

Aí quando vi que tinha apenas 5000 yens sobrando, eu me forcei a voltar pro meu hotel, e era tipo umas 15:00.

 

Os restos dos dias eu fiquei esperando dar o dia que eu poderia ir embora, já que não poderia gastar com mais nada. Eu tinha ainda uns 400 yens sobrando dos yens que separei pra passagem pro aeroporto. Aí gastei esses 400 num game center.

 

E então, depois de 30 horas de viagem, eu cheguei no Brasil. Dei um abraço bem forte nos meus pais e no meu namorado e voltei pra casa.