Eita essa falta de vontade

Já faz um bom tempo que ando desanimada com muitas coisas: com meus projetos, minha faculdade e minha própria vida. Não faço ideia de que rumo estou seguindo e nem se vou me arrepender no futuro.

Sobre a faculdade, meu desânimo é com cálculo: peguei um professor que todos recomendavam porque era muito fácil. De fato, ele cobra bem pouco na prova e tudo se baseia em decoreba. O problema é que eu tenho aquele espírito de calouro de quem quer aprender a matéria. Se eu não consigo aprender, eu fico com bloqueio e até pânico por não conseguir fazer os exercícios (e eu fico chorando por isso, me julguem).

Mas por que você quer aprender cálculo 3?

Não sei, mas sempre tive problema em decorar coisas. Matemática e cálculos nunca foram meus fortes (na verdade, o extremo oposto), mas o que diferenciava matemática de matérias como química, física e biologia é que eu não precisava aceitar as coisas “porque na vida é assim que as coisas funcionam e meu dever aqui é só explicar como essas coisas funcionam“. Amigo, sua explicação do por que o céu é azul não cola pra mim, ok?

Em cálculo 3, o professor está passando meia hora sem falar nada, passa preenchendo o quadro inteiro e depois começa a explicação: “tem essa regra aqui, e essa definição. Vocês não precisam saber disso. Vejam este exemplo” e é isso. Toda aula fico extremamente frustada por conta disso e, como dá pra imaginar, cálculo 3 é cálculo 3: difícil pra caramba pra aprender sozinho.

 

Não tá dando certo

Sobre meus projetos, como eu tenho ficado frustada com a faculdade, eu tampouco estou tendo ânimo pra fazer as coisas que eu gosto, que é o Onigiri. No Onigiri, falta eu concluir as medalhinhas dos minigames e tô enrolando isso faz um mês já. Nunca demorei tanto pra soltar uma featurezinha sendo que ela tá metade pronta.

Toda vez que invento de mexer nela, eu penso: eu deveria estar estudando cálculo, mas não quero. E no final do dia, acabo não fazendo nada, nem o que devo, nem o que eu gosto.

Também tem me deixado triste o tanto de pessoa que se inscreve no Onigiri e depois não vira morador. É um monte de bloguinho que quero que seja morador, que participe, que saia como sorteado da semana, mas simplesmente abandonam o prédio antes mesmo de entrar. É uma tristeza idiota, mas eu me esforço tanto pro Onigiri ser fácil, menos burocrático e divertido… E ninguém me diz o que tá errado pra eu poder arrumar, é tristeza atrás de tristeza.

Também tem o meu TCC onde meu orientador está desanimado comigo porque eu não tenho feito mais o que ele tem pedido, que são uns exercícios usando a playAPC (a minha biblioteca gráfica em C++). Como são só exercícios, eu posso deixar pra fazer eles depois porque eu tenho que passar nas matérias primeiro. É uma bola de neve esse cálculo.

 

Já a minha vida, eu não sei o que quero dela. Não consigo me ver procurando emprego, trabalhando e sendo adulta. Essa ideia, na verdade, me assusta. Eu sou o tipo de pessoa que não sabe discutir, pagar contas, calcular coisas de cabeça, acredito em papo de vendedor e não sei pensar em longo prazo. Porém, os meus pais se aposentam daqui a 5 anos. Se em 5 anos eu não conseguir arrumar um trabalho que consiga pagar um aluguel e que me sustente, eu terei fracassado como ser humano. Ser daqueles hikikomoris que sugam a aposentadoria dos pais é a ideia que mais me traz nojo ultimamente.

Aí meus pais “olha só, vai abrir concurso pra sei lá o que“, “já sabe onde vai trabalhar? O que gosta de fazer?“. Eu simplesmente fico mais irritada que cachorro quando alguém puxa o rabo dele; sempre saio bufando da sala quando me fazem esses tipos de perguntas porque… Porque eu sou uma criança.

 

Então, minha vida tem se resumido em dois problemas: universidade e responsabilidade. Universidade tem me causado desânimo e responsabilidade tem me causado aflição.

 

As vezes de noite me pego pensando que nem vida mais eu quero, mas não acho que isso seja depressão ou algo do gênero; não é como se eu tivesse coragem de fazer alguma coisa. Eu tenho ciência que esse meu problema de desânimo é coisa idiota de se resolver, eu só preciso de, sei lá, alguma força, pé na bunda, puxada de orelha, alguém pra falar “você consegue!“. Não nego que queria que alguém resolvesse com magia essas duas coisas, mas ninguém vai resolvê-las pra mim.

Fim de férias e muita insônia

Deu tudo certo semestre passado

Passada a pequena sensação de cansaço que eu estava tendo, eu finalmente deixei de preguiça e vim aqui mostrar algo que eu tenho orgulho de mostrar:

Capture

Sim! Eu passei em tudo! Não importa se foi com MM ou MS, passei em tudo (pd não conta, né). Nunca meu ira esteve tão alto como está agora (tirando quando eu era caloura). Foi bastante sofrimento, muito choro (muito mesmo), muita dor de cabeça, muito pânico… Mas deu tudo certo.

Acho que todo mundo sabe o sofrimento que tive com física, que tinha que tirar notas muito altas pra conseguir passar com MM suado e… Ai. ;u;

 

Agora este semestre tem física 3 e, graça a deus, será minha última física. Última! Vou continuar com o ritmo de estudar todo sábado que, por mais que tenha sido desgastante, foi o que deu certo. Não é como se eu estivesse feliz com isso ou algo parecido, porém, vai dar certo.

E mais 44 créditos e eu me formo

Minhas férias foi basicamente ir na casa de um amigo meu (vou chamá-lo de Amigo 1) e jogar video game por lá. Zeramos Catherine, que pretendo comprar também pra platiná-lo (sério, muito bom o jogo, recomendo), jogamos Dead or Alive 5, continuamos nossas aventuras em Demon’s Souls e, antes dele começar a trabalhar (nem formou e já conseguiu emprego, olha só!) nós começamos Tales of Vesperia 2. Como um dos nossos amigos começou a namorar este ano (vou chamá-lo de Amigo 2), ele nunca tem saído com a gente, então fica só eu e o Amigo 1 sozinhos jogando video game.

Ah sim, como eu e esse Amigo 1 fazíamos física 2 juntos (apesar de não ter dado certo estudar com ele), eu ia muito pra casa dele almoçar e jogar video game antes das aulas a tarde também. O que me rendeu brigas com o Veterano ao longo de todo o semestre.

Já não bastasse o stress com provas, ainda ficava estressada com as brigas idiotas

Pior que as brigas eram sempre por algum motivo idiota: uma vez foi por não tomar banho de noite porque eu já tinha tomado banho pela manhã, outra por eu ir todo sábado pra unb, uma foi que eu tava em desespero por causa de nota e pedi ajuda do Amigo 1… E tiveram mais um monte que eu não lembro agora (e outras que eu nem percebia). Elas tavam tão frequente que era coisa de ficar 2 ou 3 dias bem e o resto da semana sem se falar. Eu nunca tive muito orgulho e sempre pedia desculpas por qualquer idiotice que eu tinha feito (mesmo sem saber o que tinha feito de errado), mas depois de certa frequência, nem meus pedidos de desculpas estavam funcionando; ele continua irritado e brigado comigo do mesmo jeito.

A bem verdade é que sou muito cabeça de vento pra muitas coisas. Eu esqueço bastante detalhes, esqueço datas, esqueço inclusive promessas. É ruim? É, mas não é como se eu chegasse e falasse “ok, nunca mais vou esquecer de nada” que dá 10 segundos e eu esqueço pra onde tava indo.

Porém o grande problema foi quando pintei o cabelo. Ele sempre deixou claro que odeia quando eu pinto o cabelo e eu sempre deixei claro que eu amo fazer isso, então tivemos um grande problema quando cheguei num dia com o meu cabelo azul (azul bem escuro, amei o resultado <3). Tentei acalmá-lo durante horas falando que tinha esquecido que eu tinha que esperá-lo chegar no Brasil antes de ir pintar o cabelo, mas ele continuava bem irritado. Não chegou a me desrespeitar nem nada, mas olhava pra minha foto de cabelo azul e ficava triste, por não ter uma namorada bonita (pra ele) e essas coisas.

É meio estranho, porque eu não entendo como cor de cabelo define caráter e como cabelo pode irritar tanto uma pessoa. E é óbvio que eu fiquei abalada pra caramba com isso porque meio que soou “eu tenho vergonha de você pelo o que você é“.

Essas coisas abalam a auto estima da gente, sabe.

Porém, depois de ficar da 0:00 até umas 5:30 discutindo (no facebook), ele finalmente deixou eu ligá-lo no skype e ficamos falando besteiras e todas aquelas abrobrinhas de namorados (e ele me pediu desculpa por se importar com aparências).

Eu imagino que todas as brigas que tivemos nesses 8 meses desde que voltei do Canadá foram só saudades. Namoro a distância não é algo muito saudável. Ao menos consegui convencê-lo esperar chegar no Brasil primeiro (faltam só 17 dias), me ver e só aí decidirmos pra onde vai essa nossa relação. Acho que está indo tudo bem agora, a gente tem conversado normalmente e tudo mais, mas eu não sou muito boa pra perceber se ele ainda está irritado com algo.

As pessoas não entendem que eu sou tapada

E, pra finalizar, eu não fiz nada de útil essas férias! Nada! Absolutamente nada! Tenho dormido bastante, nuns horários meio zuado e semana que vem minhas aulas começam! Hehe.


E saiu resultado do segundo concurso do puxadinho de chibi maker!
http://onigiri-quase-predio.com/extra/puxadinho/desafio-chibi-maker
Yuhuuul! (o( Adorei a plaquinha! <3

Participação do puxadinho Chibi Maker: OC’s do Onigiri

Morango, o namorado quase perfeito

ChibiMakerMorango inicialmente foi criado para ser o namorado perfeito de alguma menina do Onigiri. Sempre é feito uma enquete de quais partes compõe um namorado perfeito e muitas participam do processo. Porém, assim que ele é finalizado, todas as meninas acabam esquecendo quem é o Morango. Por conta disso, ele antigamente ficava perambulando pelo prédio deixando flores nos apartamentos das moradoras, cartinhas, tentava se destacar nos minigames, mas foi tudo em vão. O máximo que lhe aconteceu foi lhe confundirem com o zelador.

Várias foram as tentativas de mudar fisicamente o Morango, para ser notado por pelo menos uma moradora, mas, assim que ficava pronto, sempre era ignorado. Será que é só pelo fato que todas sabiam que ele era só um robô?

Morango estava ficando tão triste que começou a se isolar do prédio, ficando no porão num estado de stand by. Com uma situação desta, a síndica achou melhor optar por desativar sua inteligência artificial, deixando-o sem emoções e lhe deu uma nova função: cuidar da página do Onigiri no facebook.

Kuroi, o entregador de cartas

ChibiMaker2Kuroi fugiu de casa aos 11 anos e procurou abrigo nos mais diversos lugares. Sua mãe morreu quando era muito jovem e seu pai começou a ficar agressivo após a morte dela. Quando Kuroi encontrou o Onigiri, ele ainda era um humilde prédio com apenas dois blocos e governado por duas síndicas, Sii e Kih. Dada a situação que se encontrava, ambas as síndicas não se aguentaram e deixaram ele morar no quase prédio também, mas ele, apesar da história triste, ainda tinha que pagar o próprio aluguel para ser justo com todos os outros moradores.

O jeito que as síndicas encontraram para o Kuroi pagar o aluguel foi deixando-o responsável por acompanhar os visitantes para o preenchimento da ficha de inscrição e para entregar avisos para cada morador.

Quem não entender o que diabos eu fiz este post, dê uma olhadinha no puxadinho da senpai!

Minha visão reacionária ou de vagabunda

Porque é como qualquer manifestante me chama ou como meus pais me chamam. Porém, pela primeira vez, agora eu tenho a minha opinião, a minha opinião medrosa.

 

No sábado, teve uma manifestação aqui em Brasília, Copa pra Quem?, e eu não fui porque tinha trabalho pra fazer e porque tinha medo.

Quem não tem, pra falar a verdade?

 

Conversando com meus amigos que foram, no domingo, fiz muitas perguntas. Fiz perguntas aos meus pais também, que é o outro extremo.

-Por que a manifestação?

Porque foi a gota d’água. Chega de impostos absurdos, chega de corrupção, chega de Marcos Feliciano, chega de Renan Calheiro. A manifestação, pelo o que entendi, foi pela falta de paciência.

-Por que estádio?

Toda a imprensa mundial estava lá, mas em nenhum momento invadiram o estádio.

-A fifa delimita um perímetro. Por que não foi respeitado?

Foi. O perímetro para carros foi de sei lá quantos metros, enquanto pros manifestantes, a entrada do estádio, que foi onde todos se concentraram.

-Quem atirou primeiro?

Foi uma boa pergunta. Os torcedores que estavam lá estavam incomodados com os manifestantes, então isso foi frustar o evento, motivo o bastante para a polícia soltar os cavalos. Desnecessário, óbvio.

Basicamente, isso foi o que ocorreu no sábado.

 

Hoje, finalmente juntei coragem pra ir. Contrariei meus pais, eu, que nunca, em momento nenhum, os desrespeitei ou os desafiei. Claro que vez ou outra falo um bocado, aí levo uma bronca e fico no meu quarto chorando.

Todos meus amigos tinham ido, tinham lutado. Era uma causa super válida, eu precisava ir. Me sentia nesta obrigação.

 

Perguntei se um amigo meu iria, um que tinha ido no sábado. Ele falou que possivelmente não, mas falou de uns meninos, de roupas brancas, que iriam.

Fui lá conversar com eles.

Super gente fina, simpáticos, me deram carona pra deixar minha mochila num lugar seguro. Eu via que todo mundo era do bem. Em geral tenho medo de pessoas, não gosto de conversar muito e panz, discrimino fumantes, mas todos foram super gente boa comigo que não tive medo de pegar carona.

 

Chegando na rodoviária, vi também muitos manifestantes indo embora no meio do evento. Os outros já tinham ocupado o gramado do congresso e estavam todos reunidos.

Vi também um homem, mochila preta, blusa vermelha, gordo, aparentando 40/50 anos, sujando o local. Os policiais tinham fechado as pistas, mas uma a uma foram a liberando. Este homem, andando em direção ao congresso, começou a jogar caixotes vazios na pista, com intuito de atrapalhar o trânsito.

Pra que, meusenhor?” eu pensava.

Mais a frente, o mesmo homem jogou um caixote de melancia [???????????????????] na rua. Mas aí um dos manifestantes foi lá e tirou o caixote do meio da rua, foi aplaudido e tudo mais.

Nessa hora, me senti muito incapaz de não ter feito isso quando vi os caixotes. “Sou uma pessoa do bem também, eu deveria ter feito algo“.

 

Muito que bem, chegamos no gramado, e foi a coisa mais linda que eu vi. Quis muito tirar uma foto, mas não tinha flash.

Vi, assim, 6/7 mil pessoas juntas, cantando, todas sentadas e organizadas… Cantando “Fora feliciano”, “sou brasileiro com orgulho” e essas palavras de poder. Queria ouvir “fora pec37”, mas devo ter chegado tarde pra isso.

Vi policiais fazendo o seu dever: impedir que os manifestantes avançassem no congresso. Tudo mundo na maior paz. Meus pais tudo falando “são todos uns baderneiros, se tivessem carros por lá, estariam todos destruídos!“. Mas, os que tavam lá, estavam intactos (não confirmo se ninguém sentou no capô, e, se tiver sentado, nada de amassado nem de gente gorda fazendo gordisse)

 

Não vi nenhum manifestante jogando água no policial, mas, se tivesse chegado a tempo, eu estaria “meudeus, que porra é essa?“. Teria ficado puta, assim como muitos manifestantes ficaram.

Soube que cantaram também “Que país é esse?“; deveria ter chegado mais cedo. Seria o momento mais lindo da manifestação se tivesse visto.

 

Quando eu fui pra manifestação, eu tive um só pensamento:

Vou fazer o que é certo. O certo é não afrontar nem as regras nem os policiais.

É isso o que penso, é isso o que sigo. Se a manifestação é pacífica, eu sigo o que é certo. E apoiei a manifestação até o momento que achei certo.

 

Quando invadiram pela primeira vez o congresso, só porque “BRASÍLIA É GRANDE, NÃO TINHA POLICIAIS ALI, NINGUÉM ME SEGURA“, eu pensei “caramba, mas o que estão fazendo?“.

E aí gritaram “sem vandalismo! sem vandalismo!“. Foi incrível! Todos queriam um evento certo. Sentia que estava no lugar certo.

 

Havia policiais na frente do congresso e cavalaria ao lado. Se havia policiais na entrada do congresso, era óbvio que não poderia tentar entrar no congresso, nem invadir nem nada. A cavalaria, até o ponto que fiquei, não fez nada, estava super na dela. O certo era não afrontar isso.

 

Quando os manifestantes invadiram por cima, em que, SIM, empurraram policiais, porque haviam policiais ali em cima, eu vi que a bagunça estava feita. Estava me perguntando “o que eles estão fazendo ali? Não era pro evento ser certo?

Perguntei pra outra menina que estava no gramado, o motivo daquilo.

-Ah, é só pela bagunça. Mostrar que o povo tem poder.

Poder de enfrentar a polícia? Mas o manifesto não era pra enfrentar a polícia!

-Tanto que ninguém enfrentou.

E empurrar não é uma afronta? Quando cortaram a barreira policial da rampa?

-Não, é diferente.

Quando comecei a notar, todos estavam indo pro congresso, pro terraço/telhado dele. Eu fiquei sozinha. Apavorada. Como que eu podia ser a única que pensava isso? Como estragaram um movimento super pacífico em bagunça? Sim, aquilo foi bagunça.

 

Pra mim, foi uma afronta. Este poderia ter sido o evento mais pacífico do Brasil, e, como todos os manifestantes estão vendo, “foi! Ninguém nos segura agora! Foi simbólico a subida!”.

Os caras pintadas que, não, não são vocês, tinham motivo, organização e tudo mais de diferente do que vocês. Nós temos sim capacidade de fazer uma manifestação pacífica, seguindo o que é certo. Sé é pra confrontar a polícia, chamem de guerra civil.

 

Se algum policial tivesse empurrando qualquer manifestante, iam tacar água nele, iam vaiá-lo e todo o mimimi. O contrário ninguém comenta.

-Nenhum policial foi empurrado nem afrontado.

Não, só tinham muitos na frente do congresso, falando “não avancem pra cá, estamos aqui pra manter a ordem“. Aí vocês, fodões, dão um “olé” neles e seguem pela outra rampa.

 

E não adianta o quanto que eu fale que foi errado o que fizeram, que isso não é pacífico, porque, a bem realidade, é que sou reacionária. Mas a bem verdade também é que sou vagabunda, porque estou do lado deles.

 

Regras foram feitas para serem seguidas. Manifestações pacíficas seguem as regras.

 

Eu irei nas próximas manifestações acreditando no meu ideal. As coisas não são as mil maravilhas e os policiais tudo truculento como todos dizem, assim como os manifestantes não são todos de bem e sim, há baderneiros e há outros políticos que querem se aproveitar do nosso protesto.

 

Por sinal, não tive apoio de ninguém quando voltei pra casa. Quando eu tava com medo, sozinha na esplanada, nem do meu namorado eu tive apoio. Basicamente, eu sou a única que está vendo desta forma, porque não há meio termo, só dois extremos.

 

Mas da próxima vez, eu tirarei fotos. E quero ver que manifestante e que policial irá me calar.

Loop infinito

Todo mundo sabe que meu forte nunca foi discutir (minha primeira reação ou é falar rápido, ou ficar com a cara vermelha ou variantes). Uma coisa que aprendi que é melhor cortar o assunto e tentar mudar pra outro ou fazer piadinhas sobre o assunto discutido. Quando não dá certo, tem é que dizer a verdade:

-Veja só, estou irritada. Vamos parar de discutir isso porque não leva a nada.

Seja orgulho ou teimosia que me leva a isso, após eu dizer isso, eu fico com aquele Espírito da Escada e fico um bom tempo remoendo o assunto na minha cabeça.

Como o Veterano tem me sido uma ótima companhia, por vezes eu até falo com ele sobre o que discuti e esse espírito vai embora. Não foi o caso hoje, então estou apelando pro meu blog, que aqui posso falar sobre o que eu quero, repetir meu argumento várias vezes… E… E alguém usar isso contra mim e me chamar de “babaca”, por qualquer razão.

Só lembrando que isto é um blog pessoal escrito por alguém que não quer filosofar, então, sem palavras bonitas aqui. Somente ir falando e falando. (Tem vezes que fico preocupada que alguém, por algum mistério, ache este blog e pense que ele tenha algum conteúdo)

 

O que é normal?

Em geral, somos treinados por nossos pais a ser normais. Aprendemos na escola (com professores, não amigos) e internet outros conceitos que ampliam o uso da palavra normal. Normal pros pais, sei lá, serem religiosos… Você estudou bastante e vê que não precisa de um deus pra continuar sua vida, então é normal pra você ser não-religioso, não que isto mude drasticamente o que você pense sobre religião.

Faltando um pai/mãe/aula pra dar uns cascudos na hora certa, o menino aprende algo que não é normal, tipo sei lá… Assaltar.

Ah, mas muitas pessoas são assaltantes“.

Nem por isso é normal. Ou é normal sair na rua, ver um relógio bacana e “hm, vai ser meu”?

Quantos desenhos, filmes, livros, artigos a gente viu na vida pra saber que o comum nem sempre é o normal, o certo? Ou normalmente você faz coisas erradas? Se é isso, ah, tão tudo bem, pode sair dando o cú por aí, já que é normal fazer o errado.

 

Parece que peguei a palavra normal e lhe dei dois apostos: certo e errado. Normalmente as pessoas fazem o certo, mas, dependendo do lugar, normalmente o errado (o que é certo pra ela). E quando esses “normais” entram em conflito? O que poderia acontecer seria: o que é errado pra um é certo pra outro, né?

E se ambos concordarem que tal fato é “certo”, mas o outro continuar achando “normal” o que é errado, sendo que ele próprio sabe que concorda que é errado.

A discussão no caso foi sexo.

Eu acho normal fazer sexo após os 18 anos, desde que não fique aí saindo mostrando a pepeca pra todo mundo, que aí é AIDS. Antes disso, temos que estudar pra conseguir ter futuro.

Óbvio, adolescente explode hormônios e puberdade (além de espinhas), então é claro que aos 14/15 anos ele vá querer saber o que diabos é sexo e vai, num chat da uol, fazer sexo com caps lock dizendo tudo o que acha que é sexo pra ele (ou faz uma fic). Agora, o corpo de uma menina de 14/15 anos não está preparado pra receber um fuleco na sua pepeca. O corpo ainda está em desenvolvimento, seus peitos ainda estão aparecendo e suas espinhas também.

Há meninas que se desenvolvem mais rápido. Meninas com 15 com corpo de 18!

Adivinha só? Ela não está no ponto! Só porque o peito é de melão, você acha que a ginecologista vai dizer “olha, você tá top. Pode fazer sem medo”?

Quando atinge os 18, seu corpo fica “ah, beleza galera, atingimos o nível máximo” e tudo volta a ser estável. Ou seja,  qualquer mudança drástica, tipo uma gravidez, agora você percebe, já que, passado o fuzuê da puberdade, você sabe como seu corpo funciona.

 Meninos com 16 anos estão prontos pro sexo? Provavelmente seu pênis sim (eu sei lá como funciona as bolotas, se crescem ou não depois de um tempo, se param de ter acidentes… Não irei pesquisar). É biológico isso. Aí, por causa disso, o garanhão tem que ir lá mostrar o que? Que não sabe segurar a perna de uma mulher sem machucá-la?

Nessa idade, explodindo hormônios, não é normal pro corpo fazer essas coisas. Com 16 anos, não é pra fazer sexo, seu corpo não está preparado pra isso ainda. Você só tá explodindo hormônio. Ou você é um bicho qualquer, sendo levado por hormônios? Não raciocina não?

Onde o normal não acontece? Onde não tem uma ginecologista pra te avisar dos perigos, onde não tem um bom professor pra te dar uns toques, onde não tem pais pra te dar pauladas, onde não tem infra-estrutura… São muitas coisas que influenciam e mudam o normal daquelas pessoas.

Normal é o que normalmente acontece.

Aham, aí volta pra aquilo que falei: é comum ter bandido, então é normal ser bandido. É comum sair dando o cú na balada, então é normal dar o cú na balada.

Normalidade é um estado padrãonormal, que é considerado correto, justo sob algum ponto-de-vista.

normal

adjetivo de 2 géneros

1. conforme à norma ou regra
2. que serve de modelo; exemplar
normal In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-03-25].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/normal>.

Eu fiquei nesse loop por basicamente algumas horas. Eu tô que reviso que escrevi, tentando ver algum furo… Tipo, na real… Até coloquei umas definições porque, olha… Acho que tá no lugar errado do post.

O melhor é que ambas concordamos que o certo é não fazer sexo aos 16. Agora, não me venha dizer que isso é normal. Só é “normal” em lugar que falta alguma coisa.

Na europa, distribuem camisinhas pras crianças de 11 anos.

Suíça, porque lá, como sexo no parque é permitido, meninos de 12 anos vêem pessoal nos pega pega, ficam intrigados e fazem com a menininha do lado e, por serem CRIANÇAS, não acham que vão engravidar, machucar, nem nada dessas porras. É normal elas fazerem nessa idade? É tão “normal” que eles fazem até sem proteção. Olha o meio que eles estão vivendo. Eles vão achar normal fazer sexo no parque, só que, sem saber o que estão fazendo, vão fazer com a garotinha do 5º ano.

Ah, mas lá é país de primeiro mundo. Todo mundo vive muito bem.

Porque país de primeiro mundo não tem problema nenhum, né mesmo? Porque eles tem tudo que precisam a todo momento.

 

O que mais me deixou coisada nessa história, que me fez escrever este post, foi só o fato que, com menos de 18 não temos corpo pra essas coisas, não tá pronto. Não é o troço de ser “certo pela lei”, e sim “certo para o corpo”. E, como eu normalmente faço o certo, o certo é normal.