Síndrome do impostor

Mais problemas

 

É a mais pura verdade: quando tô passando por algum problema é que eu lembro que eu tenho blog. Como eu não tenho viajado, também não tem outra tipo de postagem aqui também, aí acaba que eu fico uns 6 meses sem dar as caras (só atualizo com coisa boba pra eu não sair do Onigiri no churrasco).

 

Esses últimos meses eu tenho procurado emprego. Me cadastrei no vagas, geekhunter, beempregos, sine, bne… E outros milhões. Algumas empresas anunciam essas vagas num desses site e, para você enviar o currículo, tem que se cadastrar em outro site e é assim que consegui me cadastrar em milhões de sites de emprego. Acho que faz parte do processo seletivo.

 

Eu no caso consegui dois empregos nesse período que não atualizei o blog. E me demiti dos dois: um depois de três dias e outro antes de começar a trabalhar. E o motivo? Eu não faço a menor ideia.

O primeiro emprego eu consegui pelo próprio vagas. Tiveram três etapas de processo seletivo:

  1. fazer 3 provas de conhecimento (inglês, espanhol e lógica): eu não recebi notas de nenhuma, mas fiquei surpresa por ter passado porque eu demorei pra perceber que eram 40 segundos pra responder cada questão
  2. entrevista coletiva: eu não faço ideia como passei nessa parte
  3. entrevista individual: não teve porque eles já me queriam na empresa desde a entrevista coletiva (????)

E aí eu fui chamada pra trabalhar lá, com carteira assinada e tudo. Eu não gosto muito da ideia de carteira assinada porque não gosto de pagar impostos e não gosto da obrigatoriedade de vale-alimentação e vale-transporte. As pessoas acham que esses vales são de graça, mas você quem paga por eles no final das contas e tem vezes que você nem usa tudo, mas recebe mesmo assim. Se eu recebesse meu salário na íntegra, eu saberia controlar ele melhor.

O emprego era de trainee. Um trainee obviamente estava lá na empresa justamente pra aprender. Eu não tinha problema nenhum com isso. Era justamente o emprego perfeito pra mim já que eu tinha acabado de me formar e só tive dois estágios durante a graduação.

Mas aí…


Teve no segundo dia um trabalho em grupo. Eu já tinha feito amizade com um pessoal lá, todo mundo bem bacana. O trabalho era configurar um servidor java, coisa bem idiota. Cada um no grupo foi responsável por uma parte desse negócio. A entrega era no dia seguinte.

Pra mim, era óbvio o que eu tinha que fazer: fazer o servidor funcionar. Então, por favor, me deixe terminar. Vou ficar feliz terminando meu trabalho.

Porém, eu tinha que trabalhar no computador da empresa, no horário da empresa. O computador não me ajudava muito, mas eu sabia exatamente todos os passos que eu tinha que fazer pra fazer o servidor funcionar.

 

Mas não deu tempo.

 

Aí me veio um sentimento de “atrapalhei o grupo”, de que “não me esforcei o bastante”, de falha… Que aí eu comecei a chorar, e meio que foi na frente de todo mundo. Chorei na frente do meu grupo, dos dois tutores, da mocinha do RH. Aí depois fiquei com vergonha disso e pedi demissão no terceiro dia.

Se isso é motivo de pedir demissão? Não. Então o que foi que me fez pedir demissão? Não faço ideia.

 

O outro era uma startup e eles iriam fazer um aplicativo de celular. Eu não tenho experiência com fazer aplicativos e tampouco tenho celular pra fazer usar apps (meu celular é blackberry), mas seria uma boa oportunidade de aprender, já que as pessoas já nem computador de casa tem mais, ou é tablet ou é celular. Por alguma razão que desconheço, mesmo falando que não tinha experiência com apps, o pessoal dessa startup me chamou numa sexta pra eu começar na segunda. Durante sábado e domingo, eu ficava chorando de noite, pensando “não quero trabalhar, não quero trabalhar”, quando meus amigos perguntavam da empresa, me batia uma bad…

Tava me fazendo tão mal a ideia de começar a trabalhar que eu mandei email domingo de noite pedindo desculpas, mas que não poderia trabalhar.

Por que eu pedi demissão? Não sei.

 

-Sii…??? Você tá loca se demitindo das coisas? Se está com preguiça de trabalhar, não procure emprego

Não estou com preguiça ou acomodada. Já me perguntaram isso e, definitivamente, não é assim que me sinto. Sei que não é referência pra ninguém, mas dia desse eu vi um vídeo do PC Siqueira sobre ele se sentir um impostor, ou seja, tudo o que ele conquistou é tudo uma armação, que na verdade ele não é tão capaz/genial quanto as pessoas acham e, quer saber, parece isso mesmo que eu sinto. Não me sinto capaz pra fazer nenhum dos trabalhos porque tem muita gente melhor que eu por aí e, mesmo assim, parece que as pessoas acreditam em mim, então eu meio que enganei elas pra elas acharem que eu consigo fazer as coisas. Tipo, pra que me chamar?

 

Eu comecei faz umas 3 semanas a ir num psicólogo e, francamente, está sendo péssimo. Eu fui com a intenção de descobrir o motivo de eu estar pensando essas coisas, do porquê fiquei estressada no emprego justamente pra corrigir isso e não fazer acontecer de novo, e tudo que psicólogo falou nessas sessões foi “você tem que se perdoar“, “você chorou por uma razão, qual foi?“, “tem que se conhecer melhor Se eu soubesse a razão, eu não iria no psicólogo!

 

Bom, mudando de assunto, hora do meme! Fazia muito tempo que eu não era indicada pra responder meme, que é sempre uma boa desculpa pra atualizar o blog, mesmo que ele esteja às moscas

 

• Escrever 11 fatos sobre ti
• Responder as perguntas de quem te indicou
• Indicar de 11 a 20 blogs com menos de 200 inscritosATA
• Fazer 11 perguntas aos blogs indicados
• Colocar o selo do Liebster Award
• Linkar quem te indicou – Shana

11 fatos sobre mim

  1. Apesar de ter me formado em Ciência da Computação, não foi no curso que eu aprendi a mexer com WordPress, bloguinhos, javascript, blábláblá…
  2. Eu nunca faço conta de cabeça
  3. Tenho todos os quatro dentes de siso e não tenho a intenção de tirar eles (não consigo tomar remédios de cápsula)
  4. Tenho uma boa amizade com meu orientador e tamos planejando fazer um mestrado usando o jogo Dark Souls
  5. Meus fones de ouvidos não duram 2 meses. Eu não faço ideia de como eles quebram, eles só se desmontam e sou obrigada a passar fita durex neles enquanto o novo fone não chega.

    Esse é o fone que tô usando atualmente

    Já tive fone de 30 reais, de 200, de 80… Esse aí é de 30, e quebrou do mesmo jeito que o de 200

  6. Eu nunca tirei notas altas e sempre me esforcei pra tirar 5. Não entendo até hoje como passei no vestibular
  7. Meu jogo preferido atualmente é Overwatch
  8. Pretendo comprar o PS4, porém só quando tiver 5 jogos exclusivos maneiros que eu jogaria. Estou esperando até hoje por esses 5
  9. Eu gosto de aprender novas línguas. Já estudei inglês (óbvio, na vida), espanhol (na escola), japonês (7 anos na Escola Modelo), chinês (1 semestre na UnB), libras (1 semestre na UnB) e atualmente estou aprendendo francês (tava estudando sozinha pelo duolingo e agora estou pagando cursinho na Aliança Francesa)
  10. Estou engordando e perdendo calças jeans bem rápido. Oh no
  11. Meu namorado é meu melhor amigo e não gosto de fazer coisas sem ele

11 perguntas da Shana

1. Qual foi sua nota mais baixa na escola/faculdade?

0. Bem redondo. Eu já estava passada na matéria aí não estudei pra terceira prova, porém não queria deixar o professor triste, então continuei indo nas aulas e prestando atenção, mas não tava muito a fim de estudar nos sábados. Aí não consegui fazer nada na prova. Coitadas das pessoas que precisavam de nota.

2. Se você só pudesse usar uma única cor de roupa pra sempre, incluindo acessórios e maquiagem, qual seria? 
Talvez branco. Branco vai de branco puro a preto bem escuro, se ficar só mexendo com a tonalidade dele, então… É meio sem graça, mas acho que não teria muita escolha.

3. Você foi sequestrada. Os sequestradores pedem um número de telefone para fazer o pedido de resgate. Você dá o número de quem?
Do meu pai. Ele sempre tá com o telefone na mão e, bom, é meu pai, seria capaz que até os sequestradores estivessem em perigo por causa disso.

4. Qual seu mês favorito do ano e por quê? 
Janeiro porque eu amo ficar de domingueira em casa o mês inteiro.

5. Você acordou pela manhã e descobriu que trocou de corpo com uma pessoa famosa. Quem é?
Simone Giertz. Agora tenho todos os robôs que preciso pra ter uma vida alegre e feliz.

6. A Hinata me indicou para o Liebster Awards pela milionésima vez. Como eu devo me vingar dela?
Indique um meme que ela já tenha respondido e que não tenha gostado.

7. O próximo layout do Hishoku deveria ser de que cor?
Que tal cinza? Meio clima de inverno, mas sem ser aquele brancão que cega os olhos.

8. Qual foi a última série/filme/anime que você assistiu? Indicaria para alguém?
Um dos animes que tô assistindo é a segunda temporada de Shingeki no Bahamut. É divertidinho o anime, tem lutas legais, uns monstros com design legal também, mas a história dele é bem genérica. Eu recomendo pra quem não quer pensar muito.

9. Você acorda e sua cama está boiando no meio do mar. Não tem terra a vista em nenhum lado. O que você faz?
Primeiro me pergunto o que aconteceu, como minha cama tá boiando, onde tá todo mundo e que dia é hoje. Depois dos questionamentos, espero ficar de noite pra ver se encontro alguma constelação que conheço pra poder seguir. Aqueles animes que se passam no mar vão ser úteis agora.

10. Um cara bate na sua porta e diz que se a sapatilha que ele tem nas mãos servir no seu pé esquerdo, ele se casa com você. O que você faz?

11. Você não poderá se alimentar de nada além de um único legume/verdura de sua escolha pelos próximos 3 anos. O que você escolhe?
Batata. Quer ter mais variedade de como comer batata?

Minhas 11 perguntas

  1. Você mudaria a data do seu aniversário?
  2. Qual a primeira coisa que você lembra quando lembra da cor azul?
  3. Seu pai foi sequestrado! O sequestrador te propõe que, para soltar o seu pai, você teria que ficar aprisionada na casa do sequestrador e não poderia chamar a polícia. O que você faz?
  4. Qual foi o livro mais cansativo que já leu?
  5. Se você pudesse resumir sua vida com um título de filme, qual seria?
  6. Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?
  7. Qual foi o sonho mais bizarro que já teve?
  8. Cães são (________) e gatos são (_________).
  9. Qual mania sua que você tem plena consciência que não é normal?
  10. Qual música você tem vontade de aprender a tocar/cantar?
  11. Se você pudesse voltar no tempo com sua atual consciência, quantos anos você voltaria e o que mudaria?

Pessoas indicadas

Quem achar legal o meme e quiser responder, especialmente se for morador do Onigiri, sinta-se indicado. Principalmente aqueles que tão com dificuldade de atualizar o blog.

Voltei mais cedo pra casa hoje porque tava chovendo

E, na verdade, foi até bom, que não fiquei até umas 21:00 na faculdade estudando de novo

Diferente do semestre passado que eu estava morrendo por causa de trabalho, de ter que ficar até mais tarde na faculdade pra fazer o trabalho que era insanamente impossível de fazer sozinha, desta vez eu estou ficando até mais tarde na faculdade pra fazer milhões de exercícios, provas anteriores e resumos dos capítulos.

Eu confesso, não tinha esse hábito tão afinco antes. De fazer tantos exercícios, de fazer resumo e de estar até em um grupo de estudos se reunindo religiosamente todo sábado pra estudar.

Tirando a parte do grupo de estudos, eu tive isso semestre passado, mas era só com oac.

Este semestre está mais complicado porque tenho que dividir meu tempo de estudo para 3 matérias: autômatos e computabilidade, software básico e física 2. E, óbvio, meu maior problema está seeeeeendo: física 2.

Autômatos tem resolvido pegar todo sábado e fazer provas anteriores/exercícios do livro. Por mais complicada que seja a matéria, o professor tem dado material o bastante pra gente estudar: umas 6 provas anteriores, muita listinha de exercícios e muita paciência pra responder dúvidas. Com isso, a gente conseguiu pegar o padrão de perguntas desse professor e, pelo menos quem está indo no grupo de estudos, está se dando muito bem nas provas.

SB tá ainda mais fácil porque sofri de estudar semestre passado oac, então eu meio que não estou levando a sério ainda. Apesar de ter feito resuminho e já ter começado a fazer o trabalhinho que é pra daqui a um mês (basicamente, fazer um montador), eu meio que estou rindo na cara do perigo. O professor não soltou nenhuma nota, mas de duas uma: ou eu fui bastante bem ou eu errei tudo sem perceber.

Física 2 que é o problema. Como muitos cursos precisam fazer essa matéria, o instituto de física inventou uma maneira muito mais rápida e eficiente de ensinar física: tirar toda a autoridade dos professores e deixar responsável o coordenador/banca avaliadora a responsabilidade de fazer as provas e deixar para um computador avaliar e calcular a nota do aluno. Ah sim, a gente só entrega pro computador as respostas, não a resolução (isso te soa familiar?).

O fato é: isso não funciona. Física 2 está sendo ensinada pior do que no ensino médio, os professores são obrigados a correr com a matéria, eles não sabem o que caem na prova e chega ao ponto deles não saberem resolver todas as questões da prova. E posso até dizer que eles não estão preocupados se os alunos aprendem mesmo ou não, o importante é cumprir o prazo de passar todos os módulos até a prova.

O que isso significa? Que eu estou sendo massacrada por física.

Todo domingo eu estava reservando para fazer resumo do capítulo, fazer o testinho semanal e, terça e quinta, eu pegava pra fazer exercícios. O resultado da primeira prova foi 0,25 de 10. Maior nota da minha turma foi 3,5.

Mas, como um professor meu disse: prova não avalia esforço, e sim resultados. Eu agora tenho que tirar 10 nas duas próximas provas se quiser passar. Eu já estou com os semestres perdidos mesmo, agora é só correr com os créditos pra não dever tanto pra quando for jubilada e poder entrar com meu segundo pedido de reintegração.

É um pouco frustante isso…

Qualquer modo, a Mônica me passou a décadas atrás, quando eu ainda tava de férias, um meme super fofinho de se fazer!

• Escrever 11 coisas sobre você
• Linkar a pessoa que te indicou – Mônica
• Responder 11 perguntas da pessoa que te indicou
• Fazer 11 perguntas para seus indicados
• Indicar 11 blogs (De preferência pequenos)
• Colar um selo que indique a tag Liebster Award

11 fatos sobre mim

  1. Eu não sou inteligente como as pessoas acham que eu sou. Na verdade, eu penso bem devagar e demoro pra pegar as ideia
  2. Eu faço Ciência da Computação e a única linguagem que eu aprendi no curso foi C e Assembly Mips. O resto das linguagens que eu conheço é porque eu tenho ideias malucas e quero fazer essas ideias malucas funcionar
  3. Minha vontade é de ir na Disney e tirar fotos com as princesas (além de comprar milhões de coisas da disney)
  4. Já fui pro Japão e foi a melhor coisa que fiz na vida
  5. Estudei 7 anos japonês e tenho preguiça de ler katakana e kanjis (kanji eu não tenho é mais paciência pra aprender novos)
  6. Fico hiper desconfortável se eu estiver num ambiente festivo com mais de 2 pessoas que eu não conheço: festa de aniversário é um terror pra mim
  7. Odeio/morro de vergonha quando me tocam, seja pra cumprimentar dando beijinho/abraço ou até pra chamar minha atenção cutucando no meu ombro
  8. Meu espirro é engraçado porque quebrei meu nariz na época que fazia karate. Ele é tipo “BUCHEAAATUT”.
  9. Fui campeã brasiliense de karatê aos 14 anos e hoje eu não sei mais dar nem estrelinha
  10. Odeio bebês e crianças abaixo dos 3 anos.
  11. Não tenho paciência pra discutir religião, política, cotas ou qualquer coisa do gênero. Eu só leio argumentos e discussões dos outros.

11 perguntas da Mônica

1- Itens que não podem faltar na sua bolsa?
Calculadora científica: nunca se sabe quando você precisa calcular os 10% do garçom.
2- Se fosse casar, que música gostaria que tocasse no seu casamento?
Qualquer música com violino seria linda, na verdade. Essa foi só a primeira que lembrei.
3- Se pudesse ser um animal, qual seria?
Um dinossauro, com certeza.
4- Cite suas músicas preferidas para as seguintes situações: uma festa num navio, um apocalipse zumbi e sua entrada numa passarela de Moda.
Para os três, a melhor música é essa:
5- O que faria se fosse abandonado numa ilha deserta?
Correria em círculos
6- Se pudesse sobreviver com uma comida, qual seria?
Batata
7- Uma fobia?
Barata
8- Filme que NÃO indicaria para alguém?
Hangover… Na boa.
9- Prefere questões de alternativas ou dissertativas?
Alternativa porque parece que eu sei alguma coisa da matéria. Dissertativa é muito na escura
10- Um objeto que te represente?
Um… Ahnnnnnnn….
Ahhnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn…
Cortador de unhas!
Que pergunta difícil…….
11- Se tivesse um super poder, qual seria?
Distorcer o tempo pro dia ter mais horas, com certeza.
Minhas perguntas
  1. Onde você esteve nas últimas férias?
  2. O que fez de mais vergonhoso nos últimos 3 meses?
  3. Melhor dica/sugestão que recebeu de algum amigo
  4. Qual foi a última vez que você deu um abraço no seu pai/mãe/responsável?
  5. Um café da manhã digno de rei seria…?
  6. Uma roupa que é linda mas que não tem coragem de usar.
  7. O melhor amigo do homem é…?
  8. Um sobrenome legal da sua família
  9. Pior presente de aniversário que já recebeu
  10. Livro que está lendo no momento
  11. Um meme que te represente (ou que represente na maior parte do dia)

Minhas indicações

 

Deu tudo certo

Este semestre foi extremamente exaustante pra mim. Algumas coisas legais, muitas coisas tristes, muitas coisas… Mas hoje fui recompensada! Sinto que passei no vestibular de novo. Todo aqueles meus sacrifícios, estresses… Dever cumprido!

 

Primeira coisa de tudo é que este semestre começou com o Veterano viajando pro Canadá, pelo Ciência Sem Fronteiras. Sempre enchi o saco pra ele aproveitar pra estudar o máximo e não cair na gandaia. E também me ligar toda semana porque eu iria ficar triste.

Bom, ele tentou manter a rotina de me ligar toda semana, mas logo depois a faculdade dele começou a enchê-lo de trabalho, bem como a minha, aí se tornou menos frequente nossas ligações. Porém, continuávamos fofocando sobre os outros todo dia no facebook, jogamos com nossos amigos Gauntlet e, quando ficávamos enrolados com alguma matéria, continuamos nos ajudando (um fazendo o trabalho do outro). Assim, fez uma baita de uma falta não vê-lo mais toda semana, mas tentamos contornar esse problema.

E daqui a 4 dias estarei indo pro Canadá passar o natal e o ano novo com ele. Gastei todo meu dinheiro de tutoria que ganhei, o que sobrou da viagem do Japão e contando que vou ganhar salário certinho nos próximos 3 meses. Já planejamos todos os lugares que iremos, compramos as passagens de ônibus e tenho certeza que tudo vai dar certo, vamos comprar muitas tranqueirinhas e vamos tirar muitas fotos juntos.

Irresponsável da minha parte? Eu nunca tive dúvidas disso. Mas eu o amo e sei que vale a pena isso que faremos.

 

Este semestre eu e meu orientador fomos para o Congresso da WPOS, Workshop da Pós Graduação. O que eu estava fazendo lá? A esposa do meu professor, umas das coordenadoras do evento, falou que nosso projeto de graduação é extremamente interessante e que não deveríamos deixar de ir.

Teve alguns problemas com nosso artigo, pois os professores estavam recusando toda vez que a gente o submetia. Eles reclamavam que a formatação estava incorreta (tipo, o título estava zoado). O problema é que meu orientador é simplesmente o “cara” do departamento que entende de formatação de texto (aquelas coisas de Latex). Para ele, era inadmissível meu artigo ser recusado pelos motivos que os caras tavam apresentando, então acabou que ele saiu brigando com todo mundo. Eu tenho muita sorte por ter um orientador tão preocupado comigo. ;u;

Depois de muita ladainha, o artigo foi aceito e lá fomos nós! Convidei meu pai, minha mãe e minha vó para ir, pra que eu não ficasse nervosa quando fosse apresentar, mas não foi muito efetivo.

 

Continuei nervosa, gaguejei, esqueci o que iria falar, falei rápido demais, tropeçando nas palavras… E olha que meu orientador tava soprando colinha do que eu iria falar o tempo inteiro. Uma coisa é apresentar pra uma turma de alunos, outra coisa um público de professores e doutores.

Enfim, eu achei um desastre.

Como eu tinha ENEM no dia seguinte, eu não pude ficar o evento todo, então, depois que apresentei, eu fui embora. Porém, quando eu estava indo embora, um monte de gente veio falar comigo sobre nosso projeto: muita gente gostou, quer que ele evolua mais e que esta área realmente precisa de mais atenção mesmo. Teve até gente que leu meu artigo antes de falar comigo!

E, claro, a esposa do meu orientador falou que eu deveria fazer iniciação científica com este meu trabalho, então outra coisa que eu me senti mega feliz.

 

Este semestre eu montei exclusivamente por causa de uma matéria: Organização e Arquitetura de Computadores (OAC). É uma matéria complicada, extremamente trabalhosa e com provas gigantelescas. Por isso mesmo, este semestre só fiz TG1 (trabalho de graduação 1), Chinês 1, Instrução a psicologia e OAC.

TG1 a professora ficava enchendo o saco por causa de bibliografia e da introdução. Não se dava o trabalho de ler minha monografia, só reclamava da introdução e das referências bibliográficas, coisa de ficar tirando 4 pontos. Ignorei.

Chinês 1 eu confesso que poderia ter estudado mais, pois estava fazendo chinês com o intuito de aprender a ler mais kanjis e não me assustar quando ver um monte de kanjis juntos. Não deu muito certo. Porém a professora era hiper meiguinha e dava nota por qualquer besteira que a gente falava. Ela merece todos os rolinhos primavera que ela quiser. Ainda bem que fiz chinês este semestre, porque ela está voltando pra China já nestas férias (inclusive acho que ela já voltou). Se não fosse por ela, eu provavelmente iria odiar a matéria, porque os outros professores do departamento chinês eram, olha….. Ooooolha…

Enfim, que ela tenha uma excelente viagem de volta. <3

Psicologia eu chutei o balde. Estava fazendo realmente só pelos créditos mesmo e, quando vi que tinha nota pra passar com 5 na média final, eu meio que a abandonei. Me senti culpada depois porque acho que o professor não merecia isso, mas eu tinha minhas prioridades.

E minha prioridade era OAC.

Vários sábados e domingos na unb estudando pra essa matéria, fazendo todas as provas anteriores, questões do livro, questões dos slides, pedindo monitoria, indo na sala do professor pedindo ajuda numa questão…

As notas demoraram pra sair, mas eu não precisava delas pra saber que não tinha ido tão bem quanto gostaria nelas. Desta vez, eu fiz OAC com um professor que, mesmo que ele seja hiiiiper atencioso, que nos acompanha nos sábados e domingos de estudos (tipo: “Professor, acha que consegue aparecer no sábado pra nos ajudar a estudar pra prova?“, e ele “Claro! Estarei lá as 14:00“), assim, fofuxo… As provas dele são insanas. Bem como os trabalhos.

Quer dizer, o que você normalmente esperaria de um aluno cursando OAC? Que ele saiba o mínimo do funcionamento dos processadores uniciclo, multiciclo e pipeline e, no final do semestre, que o aluno consiga implementar algum desses processadores com instruções básicas. O que este professor espera? Que o aluno, além de saber isso, saiba em todos os detalhes o funcionamento de algum módulo que dê pra implementar na placa DE2-70, no final do semestre consiga fazer um jogo 100% funcional.

O módulo deste semestre foi implementar o protocolo de transmissão RS-232 e o Boot Loader. Que, por sinal, apenas o meu grupo conseguiu implementar direito. Apenas o meu grupo conseguiu implementar esse protocolo e ele era essencial para a realização do trabalho final.

Ou seja, se numa matéria, apenas um grupo consegue fazer tal coisa, dos 5 que tinham (cada um com 5 alunos cada), alguma coisa está errada.

De qualquer forma, o jogo deste semestre foi fazer o jogo do Pateta e o Max:

Acho que quem lê meu blog não entende o quanto é difícil fazer isso, mas, vão por mim, é difícil pra caramba.

 

E então saiu as notas:

Untitled

 

Agora vou curtir minhas férias e cuidar de mim. Beijos pra vocês

Baita semestre sofrido

Eu acho que se eu tivesse que trancar algum semestre da unb, eu deveria ter trancado este. Mas aí eu só não me importei.

 

 

Eu fiz poucas matérias. Uma delas, Organização e Arquitetura de Computadores (oac), eu sempre soube, sempre, que seria meu calcanhar de Aquiles. Uma coisa que eu não gosto são circuitinhos, é extremamente baixo nível pra mim E, basicamente, oac são circuitinhos complexos + assembly mips.

Mips, por incrível que pareça, eu consegui pegar a ideia. Fiz um programa relativamente complicado com ele, usando listas e outras ed com eles e abusando da pilha de memória. Não temos uma matéria Introdução a oac, então, mesmo que mips seja “fácil”, engatar na ideia é extremamente árduo. Porém, fiquei bastante orgulhosa dos meus primeiros trabalhos.

 

 

Então chegou as partes dos circuitinhos e minha vida começou a desandar. Acho que nunca contei aqui no Keshigomo, mas eu tenho sofrido de algum mal do sono. Não falo de ficar com preguiça pela manhã ou tirar uma soneca no meio da aula, mas sim de fazer prova e apagar de repente. Ou estar fazendo resumo pra alguma matéria e começar a escrever dormindo. Ou dormir enquanto dirige!!! (Eu parei de dirigir por medo, ok?)

Eu tenho isso desdo ensino médio, mas nunca me atrapalhou esse troço. Porém, com o passar dos anos, esse troço vem ficando mais frequente, e não posso deixar de comentar que eu já passei um semestre dormindo sem querer em todas as aulas de um professor super gente fina (que faz piadinhas e tudo mais) e… E do professor de oac.

Como a primeira parte da matéria é relativamente tranquila em relação com a segunda, eu fui levando. Dormindo contra minha vontade nas aulas, pah, mas ok. Estudei pra caramba pra primeira prova, saí do estágio pra ter mais tempo pra estudar, tudo tava conforme os planos. Acabei estudando mais do que deveria, na minha opinião. Fiz a prova super tranquila, achando até que tinha ido bem.

E então, 1,5.

Isso me deixou profundamente abalada.

 

 

Aí então eu marquei minha primeira sessão de psicóloga. Eu estava muito abalada com minha nota, estava chorando por quase tudo que tava acontecendo na minha vida (tudo mesmo), acabei me afastando de todos meus amigos (exceto o Veterano, mas ele é meu namorado), enfim. Chegando lá, a primeira coisa que ela fala, depois que contei que além de eu estar triste pra caramba, era desse troço do sono, ela:

-Minha filha, você deveria ter procurado um neurologista primeiro.

A partir daí eu acho que ignorei tudo o que ela falou porque não lembro de nada na conversa. Como ela falou que eu deveria primeiro ter procurado outra moça, eu presumi que continuar com aquelas sessões eram inúteis.

Continuando a vida, eu estava fortemente ainda tentando estudar pra oac e fazer meu processador. Com muito esforço eu fiz uma ula, um banco de registradores e aí fui fazer a memória.

 

Ah sim, eu esqueci de falar que o monitor, que é amigo do Veterano, já não aguentava mais eu ir nos plantões dele e mandou eu ir estudar sozinha, o que acho mais que válido. O professor falava que eu tinha que procurar o monitor pra tirar minhas dúvidas.

 

Sozinha eu não tava conseguindo fazer o que eu precisava fazer pra memória funcionar. Tirando 1,5 na primeira prova, eu tinha que tirar 8,5 pra passar na segunda. Se eu tinha estudado até mais do que achava que precisava pra primeira prova, e o segundo conteúdo eu não estava entendo, e ainda tinha que fazer o processador funcionar, então…

Então o que eu tinha que fazer? Trancar o semestre.

 

 

Porém eu não fiz isso, porque, fora essa matéria, muitas coisas legais estavam acontecendo na minha vida acadêmica.

Eu finalmente decidi meu trabalho de graduação, que estou orgulhosa até. Apesar de focar educação, envolve muita coisa teórica da computação mesmo e é uma ferramenta útil. A PlayCB. Ela é uma api voltada para programadores inexperientes fazerem coisas legais com OpenGL, isso sem saber um tiquinho de opengl. Eu fiz ela baseada no meu primeiro semestre de cic na unb e o que eu queria ter aprendido e como queria ter aprendido.

Tem dado bastante certo. Dois professores aplicaram a PlayCB este semestre e só recebi elogios e muitas ideias do que mais ela pode fazer. Um professor quer levar meu projeto pra wPós, que este ano em especial abriu vagas pra alunos de graduação, e outro quer levá-la pro próximo CSBC. Ou seja, eu me senti mega importante com essas coisas e hiper feliz. Não só isso, como eu saí do estágio, o amigo do Veterano (o mesmo monitor de oac), achava que eu era quem mais merecia tutoria de Computação Básica (uma vez que a PlayCB é voltada justamente pra alunos de Computação Básica) e correu atrás de um monte de professor pra eu conseguir a bolsa, mesmo que eu não cumprisse todos os requisitos (precisava de notas altas no boletim, que é uma coisa que eu não tenho ) e, no final das contas, ele conseguiu essa bolsa pra mim.

Ou seja, no que eu acho que seja minha área, Computação Gráfica + um tiquinho de educação, tem tudo andando tão bem que me desmotivou a trancar esse semestre, por mais que eu precisasse de verdade passar em oac.

 

 

Apesar que agora só me resta passar no vestibular de novo, porque não consigo me formar no máximo de tempo de permanência na unb, se passar agora em todas as matérias.

Quando chegar no 14º, eu tranco a unb por 1 ou 2 semestres, estudo num pré-vestibular, aí eu acho que passo. Matemática pesa bastante pra cic e eu acho que quase gabaritei esta parte no último vestibular, se não fosse pela probabilidade e números complexos.

 

Ou posso simplesmente fazer um kickstarter de salada de batata.

 

Mudando completamente de assunto, pra finalizar, o Onigiri tá em hiatus para manutenção, e eu já fiz toda a parte de programação dele (a que envolve mexer com banco com as novas funcionalidades dele e a parte do php). Só falta o css, aquele ordinário.

Minha visão reacionária ou de vagabunda

Porque é como qualquer manifestante me chama ou como meus pais me chamam. Porém, pela primeira vez, agora eu tenho a minha opinião, a minha opinião medrosa.

 

No sábado, teve uma manifestação aqui em Brasília, Copa pra Quem?, e eu não fui porque tinha trabalho pra fazer e porque tinha medo.

Quem não tem, pra falar a verdade?

 

Conversando com meus amigos que foram, no domingo, fiz muitas perguntas. Fiz perguntas aos meus pais também, que é o outro extremo.

-Por que a manifestação?

Porque foi a gota d’água. Chega de impostos absurdos, chega de corrupção, chega de Marcos Feliciano, chega de Renan Calheiro. A manifestação, pelo o que entendi, foi pela falta de paciência.

-Por que estádio?

Toda a imprensa mundial estava lá, mas em nenhum momento invadiram o estádio.

-A fifa delimita um perímetro. Por que não foi respeitado?

Foi. O perímetro para carros foi de sei lá quantos metros, enquanto pros manifestantes, a entrada do estádio, que foi onde todos se concentraram.

-Quem atirou primeiro?

Foi uma boa pergunta. Os torcedores que estavam lá estavam incomodados com os manifestantes, então isso foi frustar o evento, motivo o bastante para a polícia soltar os cavalos. Desnecessário, óbvio.

Basicamente, isso foi o que ocorreu no sábado.

 

Hoje, finalmente juntei coragem pra ir. Contrariei meus pais, eu, que nunca, em momento nenhum, os desrespeitei ou os desafiei. Claro que vez ou outra falo um bocado, aí levo uma bronca e fico no meu quarto chorando.

Todos meus amigos tinham ido, tinham lutado. Era uma causa super válida, eu precisava ir. Me sentia nesta obrigação.

 

Perguntei se um amigo meu iria, um que tinha ido no sábado. Ele falou que possivelmente não, mas falou de uns meninos, de roupas brancas, que iriam.

Fui lá conversar com eles.

Super gente fina, simpáticos, me deram carona pra deixar minha mochila num lugar seguro. Eu via que todo mundo era do bem. Em geral tenho medo de pessoas, não gosto de conversar muito e panz, discrimino fumantes, mas todos foram super gente boa comigo que não tive medo de pegar carona.

 

Chegando na rodoviária, vi também muitos manifestantes indo embora no meio do evento. Os outros já tinham ocupado o gramado do congresso e estavam todos reunidos.

Vi também um homem, mochila preta, blusa vermelha, gordo, aparentando 40/50 anos, sujando o local. Os policiais tinham fechado as pistas, mas uma a uma foram a liberando. Este homem, andando em direção ao congresso, começou a jogar caixotes vazios na pista, com intuito de atrapalhar o trânsito.

Pra que, meusenhor?” eu pensava.

Mais a frente, o mesmo homem jogou um caixote de melancia [???????????????????] na rua. Mas aí um dos manifestantes foi lá e tirou o caixote do meio da rua, foi aplaudido e tudo mais.

Nessa hora, me senti muito incapaz de não ter feito isso quando vi os caixotes. “Sou uma pessoa do bem também, eu deveria ter feito algo“.

 

Muito que bem, chegamos no gramado, e foi a coisa mais linda que eu vi. Quis muito tirar uma foto, mas não tinha flash.

Vi, assim, 6/7 mil pessoas juntas, cantando, todas sentadas e organizadas… Cantando “Fora feliciano”, “sou brasileiro com orgulho” e essas palavras de poder. Queria ouvir “fora pec37”, mas devo ter chegado tarde pra isso.

Vi policiais fazendo o seu dever: impedir que os manifestantes avançassem no congresso. Tudo mundo na maior paz. Meus pais tudo falando “são todos uns baderneiros, se tivessem carros por lá, estariam todos destruídos!“. Mas, os que tavam lá, estavam intactos (não confirmo se ninguém sentou no capô, e, se tiver sentado, nada de amassado nem de gente gorda fazendo gordisse)

 

Não vi nenhum manifestante jogando água no policial, mas, se tivesse chegado a tempo, eu estaria “meudeus, que porra é essa?“. Teria ficado puta, assim como muitos manifestantes ficaram.

Soube que cantaram também “Que país é esse?“; deveria ter chegado mais cedo. Seria o momento mais lindo da manifestação se tivesse visto.

 

Quando eu fui pra manifestação, eu tive um só pensamento:

Vou fazer o que é certo. O certo é não afrontar nem as regras nem os policiais.

É isso o que penso, é isso o que sigo. Se a manifestação é pacífica, eu sigo o que é certo. E apoiei a manifestação até o momento que achei certo.

 

Quando invadiram pela primeira vez o congresso, só porque “BRASÍLIA É GRANDE, NÃO TINHA POLICIAIS ALI, NINGUÉM ME SEGURA“, eu pensei “caramba, mas o que estão fazendo?“.

E aí gritaram “sem vandalismo! sem vandalismo!“. Foi incrível! Todos queriam um evento certo. Sentia que estava no lugar certo.

 

Havia policiais na frente do congresso e cavalaria ao lado. Se havia policiais na entrada do congresso, era óbvio que não poderia tentar entrar no congresso, nem invadir nem nada. A cavalaria, até o ponto que fiquei, não fez nada, estava super na dela. O certo era não afrontar isso.

 

Quando os manifestantes invadiram por cima, em que, SIM, empurraram policiais, porque haviam policiais ali em cima, eu vi que a bagunça estava feita. Estava me perguntando “o que eles estão fazendo ali? Não era pro evento ser certo?

Perguntei pra outra menina que estava no gramado, o motivo daquilo.

-Ah, é só pela bagunça. Mostrar que o povo tem poder.

Poder de enfrentar a polícia? Mas o manifesto não era pra enfrentar a polícia!

-Tanto que ninguém enfrentou.

E empurrar não é uma afronta? Quando cortaram a barreira policial da rampa?

-Não, é diferente.

Quando comecei a notar, todos estavam indo pro congresso, pro terraço/telhado dele. Eu fiquei sozinha. Apavorada. Como que eu podia ser a única que pensava isso? Como estragaram um movimento super pacífico em bagunça? Sim, aquilo foi bagunça.

 

Pra mim, foi uma afronta. Este poderia ter sido o evento mais pacífico do Brasil, e, como todos os manifestantes estão vendo, “foi! Ninguém nos segura agora! Foi simbólico a subida!”.

Os caras pintadas que, não, não são vocês, tinham motivo, organização e tudo mais de diferente do que vocês. Nós temos sim capacidade de fazer uma manifestação pacífica, seguindo o que é certo. Sé é pra confrontar a polícia, chamem de guerra civil.

 

Se algum policial tivesse empurrando qualquer manifestante, iam tacar água nele, iam vaiá-lo e todo o mimimi. O contrário ninguém comenta.

-Nenhum policial foi empurrado nem afrontado.

Não, só tinham muitos na frente do congresso, falando “não avancem pra cá, estamos aqui pra manter a ordem“. Aí vocês, fodões, dão um “olé” neles e seguem pela outra rampa.

 

E não adianta o quanto que eu fale que foi errado o que fizeram, que isso não é pacífico, porque, a bem realidade, é que sou reacionária. Mas a bem verdade também é que sou vagabunda, porque estou do lado deles.

 

Regras foram feitas para serem seguidas. Manifestações pacíficas seguem as regras.

 

Eu irei nas próximas manifestações acreditando no meu ideal. As coisas não são as mil maravilhas e os policiais tudo truculento como todos dizem, assim como os manifestantes não são todos de bem e sim, há baderneiros e há outros políticos que querem se aproveitar do nosso protesto.

 

Por sinal, não tive apoio de ninguém quando voltei pra casa. Quando eu tava com medo, sozinha na esplanada, nem do meu namorado eu tive apoio. Basicamente, eu sou a única que está vendo desta forma, porque não há meio termo, só dois extremos.

 

Mas da próxima vez, eu tirarei fotos. E quero ver que manifestante e que policial irá me calar.