Avisando que estou viva

Eu troquei duas vezes de psicólogo durante esse tempo que fiquei sem dar as caras aqui no blog, até o último falar que eu não tinha jeito. Eu estava com problemas pra me manter nos empregos, um associou com o fato de eu me cobrar demais, falando que eu deveria me desculpar, e o outro falou que eu era mimada. Acho que nunca corri tanto perigo na minha vida só por conversar com pessoas.

 

O primeiro ficava falando que eu deveria me perdoar mais, que eu era muito dura comigo mesma. Tipo, eu perguntava “ok, eu entendo que faço isso, mas como resolvo? Tem como ser mais claro?“, e ele “claro, é que você se cobra demais, então você tem que olhar pro seu eu interior e se perdoar“. Tipo, olhar pro meu eu interior, tipo, quê? Quando vi que a conversa tava andando em círculos, eu procurei outro na mesma clínica. Eu meio que estava super sensível nessa época e precisava resolver meu problema logo (que, né, eu precisava parar de ter medo de emprego). Mesmo interrompendo a terapia no meio, eu não estava lá muito confortável com um psicólogo que não estava sabendo conversar comigo.

 

O segundo ficava falando que eu era muito infantil, que eu era 80% criança e 20% adulto, que eu deveria calibrar melhor meu adulto no dia a dia. Me pareceu fazer sentido, mas eu fui pra clínica resolver só meu problema em situações de stress, que foi lidar com a falha, de prejudicar a equipe, blablabla, o meu dia a dia eu estava bem comigo mesma. Quando ele falou que eu deveria mudar no dia a dia e eu disse que não era isso que eu queria, ele simplesmente falou que “você não tem solução, vou ter que te dar alta porque não posso fazer mais nada ” .

 

Na hora que ele tinha me falado que eu não tinha solução, tinha me batido maior desespero. Tipo “nossa, que que eu tô fazendo nesse mundo? Eu não me encaixo, não sou adulto“. Se eu já tinha pensamentos suicidas antes, naquele dia então… Tava muito foda conter o choro e de não me jogar na frente dos carros enquanto tava esperando o ônibus. Para minha sorte, meu namorado ficou conversando comigo o dia todo pelo telegram e não me deixou sozinha no dia.

 

Porém, meio do ano, a Gincana do Onigiri estava se aproximando e tinha um monte de gente meio que estava contando que eu conseguisse entregar um evento bacana e que marcasse, então eu meio que tinha que aguentar a barra até lá. E não poderia ficar de cama ficando sem tomar banho e só comendo miojo no quarto.

 

Foi aí que surgiu a vaga de emprego de professor numa escola de informática para crianças.

Eu mantenho o Onigiri por uns 8 anos já, sempre lidando com crianças e adolescentes, mas não acho que isso pode ser considerado “experiência com crianças”, mas acho que podia tentar a vaga. Quando eles perguntaram se eu gostava de crianças, eu tentei ser a mais sincera possível: “Olha só, faz muitos anos que eu não lido com crianças pessoalmente, que eu moro longe da minha família, mas eu não lembro de ter tido problemas com elas. É só não puxar meu cabelo, né?“.

Por alguma razão, eu consegui a vaga e já estou trabalhando lá por uns dois meses. Eu de longe sou o professor mais inexperiente de lá, tanto em didática quanto em domínio do conteúdo, vivo cometendo erros e não sei o que fazer em situações de stress (como o menino dizer que a aula está chata ou começar a chorar em sala). Porém, comparado com uns meses atrás, acho que foi uma pequena vitória pra mim este emprego.

 

Com emprego novo, consegui voltar a me focar com o Onigiri. Teve Gincana, acho que foi bem mais desafiador este ano (e, por sorte, eu já tinha uns rascunhos de desafios prontos, só precisava contextualizar ele depois) e foi bem emocionante ler o feedback do pessoal, mesmo não entregando o joguinho que tinha prometido. Também iniciei o mestrado esse semestre na UnB como aluno especial e estou fazendo meio que como experiência mesmo, não estou tão preocupada em passar ou não. É mais para eu voltar a ter cabeça pra estudar de novo.

 

Passei por um período perigoso depois de ter me formado, mas acho que ele finalmente tá ficando pra trás e minha vida tá retomando o rumo certo.

 

Tutorial de como utilizar o SimplyScroll v2

Para deixar o tutorial que fiz semana passada para o Onigiri salvo, decidi fazer um post aqui no meu blog.

Este tutorial é para fazer o efeito de parceiros que o Onigiri usa, que ficam girando para sempre.

 

Faça download do arquivo jquery.simplyscroll.zip. Você vai precisar dos arquivos jquery.simplyscroll.css e do jquery.simplyscroll.js.

Bom, nesta página aqui ele explica como utilizar o plugin, mas eu vou tentar explicar passo por passo e da forma mais simples que eu conseguir.

  1. Primeiro, tenha no seu html uma divisória (ou span, ul, o que quiser) com o id scroller. O id poderia ter outro nome, mas não vamos complicar o tutorial.

     
  2. No arquivo jquery.simplyscroll.css, verá que ele disponibiliza um monte de classe, que a maioria a gente não usa. As que são importante são:

    Porém, não esqueça de adicionar TODO o css que o cara disponibilizou, mas só altere essas que eu deixei em destaque.
  3. Finalmente, chegamos no javascript. Este parte eu imagino que as pessoas tenham mais dificuldade principalmente se não estudou javascript/jquery. Você vai precisar hospedar o javascript do cara em algum lugar. Pode ser no dropbox, no seu domínio ou em algum outro lugar que aceite hospedar javascript. Um lugar que hospeda gratuitamente é o Your Javascript. Porém, recomendo fortemente que, caso vocês tenham o próprio domínio e possam hospedar coisas nele, que então hospede nele. Com isso, você tem mais controle de onde está o arquivo, mais ou menos uma noção de quem está usando e quanto tempo mais ou menos você quer usar esse javascript.

    Para quem é mais atento, a linha 6 tem esse #scroller porque é justamente a divisória onde as coisas vão rodar e que a magia vai acontecer. Uma dica, não tão importante assim (é mais por questões de boas práticas de programação mesmo) é que os scripts javascript fiquem todos antes da tag </body>. Eu só fui aprender isso depois, por isso o Onigiri é bagunçado.
  4. Se você usar só as coisas que passei neste tutorial, o seu código vai ficar mais ou menos assim:

     

Eita essa falta de vontade

Já faz um bom tempo que ando desanimada com muitas coisas: com meus projetos, minha faculdade e minha própria vida. Não faço ideia de que rumo estou seguindo e nem se vou me arrepender no futuro.

Sobre a faculdade, meu desânimo é com cálculo: peguei um professor que todos recomendavam porque era muito fácil. De fato, ele cobra bem pouco na prova e tudo se baseia em decoreba. O problema é que eu tenho aquele espírito de calouro de quem quer aprender a matéria. Se eu não consigo aprender, eu fico com bloqueio e até pânico por não conseguir fazer os exercícios (e eu fico chorando por isso, me julguem).

Mas por que você quer aprender cálculo 3?

Não sei, mas sempre tive problema em decorar coisas. Matemática e cálculos nunca foram meus fortes (na verdade, o extremo oposto), mas o que diferenciava matemática de matérias como química, física e biologia é que eu não precisava aceitar as coisas “porque na vida é assim que as coisas funcionam e meu dever aqui é só explicar como essas coisas funcionam“. Amigo, sua explicação do por que o céu é azul não cola pra mim, ok?

Em cálculo 3, o professor está passando meia hora sem falar nada, passa preenchendo o quadro inteiro e depois começa a explicação: “tem essa regra aqui, e essa definição. Vocês não precisam saber disso. Vejam este exemplo” e é isso. Toda aula fico extremamente frustada por conta disso e, como dá pra imaginar, cálculo 3 é cálculo 3: difícil pra caramba pra aprender sozinho.

 

Não tá dando certo

Sobre meus projetos, como eu tenho ficado frustada com a faculdade, eu tampouco estou tendo ânimo pra fazer as coisas que eu gosto, que é o Onigiri. No Onigiri, falta eu concluir as medalhinhas dos minigames e tô enrolando isso faz um mês já. Nunca demorei tanto pra soltar uma featurezinha sendo que ela tá metade pronta.

Toda vez que invento de mexer nela, eu penso: eu deveria estar estudando cálculo, mas não quero. E no final do dia, acabo não fazendo nada, nem o que devo, nem o que eu gosto.

Também tem me deixado triste o tanto de pessoa que se inscreve no Onigiri e depois não vira morador. É um monte de bloguinho que quero que seja morador, que participe, que saia como sorteado da semana, mas simplesmente abandonam o prédio antes mesmo de entrar. É uma tristeza idiota, mas eu me esforço tanto pro Onigiri ser fácil, menos burocrático e divertido… E ninguém me diz o que tá errado pra eu poder arrumar, é tristeza atrás de tristeza.

Também tem o meu TCC onde meu orientador está desanimado comigo porque eu não tenho feito mais o que ele tem pedido, que são uns exercícios usando a playAPC (a minha biblioteca gráfica em C++). Como são só exercícios, eu posso deixar pra fazer eles depois porque eu tenho que passar nas matérias primeiro. É uma bola de neve esse cálculo.

 

Já a minha vida, eu não sei o que quero dela. Não consigo me ver procurando emprego, trabalhando e sendo adulta. Essa ideia, na verdade, me assusta. Eu sou o tipo de pessoa que não sabe discutir, pagar contas, calcular coisas de cabeça, acredito em papo de vendedor e não sei pensar em longo prazo. Porém, os meus pais se aposentam daqui a 5 anos. Se em 5 anos eu não conseguir arrumar um trabalho que consiga pagar um aluguel e que me sustente, eu terei fracassado como ser humano. Ser daqueles hikikomoris que sugam a aposentadoria dos pais é a ideia que mais me traz nojo ultimamente.

Aí meus pais “olha só, vai abrir concurso pra sei lá o que“, “já sabe onde vai trabalhar? O que gosta de fazer?“. Eu simplesmente fico mais irritada que cachorro quando alguém puxa o rabo dele; sempre saio bufando da sala quando me fazem esses tipos de perguntas porque… Porque eu sou uma criança.

 

Então, minha vida tem se resumido em dois problemas: universidade e responsabilidade. Universidade tem me causado desânimo e responsabilidade tem me causado aflição.

 

As vezes de noite me pego pensando que nem vida mais eu quero, mas não acho que isso seja depressão ou algo do gênero; não é como se eu tivesse coragem de fazer alguma coisa. Eu tenho ciência que esse meu problema de desânimo é coisa idiota de se resolver, eu só preciso de, sei lá, alguma força, pé na bunda, puxada de orelha, alguém pra falar “você consegue!“. Não nego que queria que alguém resolvesse com magia essas duas coisas, mas ninguém vai resolvê-las pra mim.

Eu sempre atualizo meu blog quando quero reclamar de uma matéria

Ou quando estudo demais

Aí no final eu acabo atualizando o Keshigomo de 6 em 6 meses. Tem horas que tenho uns projetos de layout pra ele, deixar ele com mais minha cara… Aí eu penso que isso dá tanto trabalho que, nossa, eu prefiro gastar meu tempo com outra coisa. Eu prefiro gastar meu tempo muito mais com o Onigiri, de adicionar coisa pra ele, que mexer com meu blog. Sei lá, com o Onigiri eu posso inventar algo pra sociedade, aqui seria só pra eu aumentar meu ego de “olha o que sei fazer”.

 

Bom, do último post para cá, aconteceu algumas coisas:

1. Eu quebrei o braço no dia do meu aniversário
O que na verdade não foi tão ruim quanto eu esperava. Eu nunca havia quebrado nada antes e nem usado gesso, então meus 24 anos marcou mais a minha vida que os meus 18. Na verdade, acho que o que separava criança e adulto são 24 anos.

 

Bom, como aconteceu: já fazia algum tempo que eu queria muito andar de patins (desde que tinha relido o mangá de Sakura). Eu andava bastante de patins quando era mais nova, e como meu aniversário é no dia das crianças, achei que era a oportunidade perfeita.

Fui pro parque da cidade com meus pais e com o Veterano. Eles não acreditavam que eu sabia andar de patins ainda, aí ficavam dando a mão e essas coisas. Mas eu sou rebeldona, recusava ajuda. Aí tava lá, super velocidade, aproveitando o vento na minha cara, 20 minutos andando sem parar, quando:

-Peraí, como freia?

Aí eu caí e quebrei meu braço.

O bom é que com o braço quebrado, eu pude trancar física 3. Passei em todas as outras matérias com muito sufoco, mas ao menos tinha tirado física 3 daquele semestre.

2. Joguei bastante jogos de tabuleiro em 2015

Com o Veterano voltando do Canadá, nós passamos a sair bastante para essas casas de jogos. Orgutal, Moebius Café e até mesmo eventos que elas realizam nós passamos a frequentar. Não que antes do Veterano ir pro Canadá nós não jogássemos, mas não era com tanta frequência e nem tantos jogos.

Eu descobri que não tenho lá muita paciência pra jogar jogos com mais de 4 horas de duração, por sinal. Battlestar Galactica, Zombicide, Game of Thrones foram os que só joguei uma vez pra nunca mais.

3. Deu tudo certo com o Veterano

No último post, eu estava super preocupada porque nós dois estávamos brigando demais. Estava lembrando apenas das coisas ruins dele, do quanto me incomodava certas coisas nele também…

Mas nada que um abraço quentinho e uma conversa olho no olho não resolva. Realmente era só saudade e o problema de estar numa relação a distância. E falando disso agora parece que na verdade é coisa da minha imaginação, porque hoje estamos super bem e nem parece que já brigamos sério alguma vez, a ponto de quase terminar.

4. As coisas deram errado com o Onigiri

vergonhaPela primeira vez nesses 6 anos de Onigiri eu não consegui terminar as coisas que havia planejado pro Onigiri. Mesmo quando minha primeira aventura foi fazer os armários, eu BAM, dei um jeito. Ter um feed de notícia para qualquer blog cadastrado, BAM, deu jeito. Fazer joguinhos, PAH, feito em uma semana um puzzle, rpg, sim date, o que for.

Eu estava meio correndo pra terminar as coisas do site site mesmo do Onigiri, porque queria muito aprender a mexer com HTML5 e fazer os troços usando canvas loco. Porém, eu tive que reformular algumas coisas do zero:

  1. Cálculo de Aniversários
  2. Lista de Moradores
  3. Destaque de Moradores
  4. Classe de Morador
  5. Página de Puxadinho
  6. Função de Stalker/Participar de puxadinho
  7. Página de Stalker
  8. Página de perfil

A bem verdade é que eu adorei reformular essas coisas, deixar mais rápida, mais bonita, otimizada, COM COMENTÁRIOS (nossa, eu tenho um sério problema com comentários pra mim mesma)… Então acabei me divertindo um pouco com essas coisas. Fora os troços novos que adicionei que foi o botão de like nos comentários.

Porém, eu escolhi uma data meio ruim para mexer no Onigiri: final do meu semestre na unb, natal e início de semestre de verão. Certamente minha escolha de época foi super infeliz.

Nisso, eu percebi que eu não conseguiria aprender tudo o que precisava aprender de HTML5/Javascript para fazer o Amor Doce/Sims Social do Onigiri, e só fui perceber isso faltando umas duas semanas pro Onigiri voltar. Como eu não conseguiria a tempo mesmo, eu empurrei pra março o projeto e tirei umas férias de Onigiri nesse tempo.

5. Estou fazendo física 3 de novo, agora no verão

O motivo de eu estar fazendo este post: física 3.

No verão, a gente só faz uma matéria de 4 créditos, e o semestre tem aproximadamente 6 semanas. Num semestre regular são 14 semanas.

Ou seja, o professor, que deu só dois semestres de aula, não sabia desse tempo curto, começou super tranquilinho na primeira parte da matéria e depois “vish, preciso correr“.

Quando falo “super tranquilinho” parece até que fui bem na primeira parte, né? Poisé, então, não. Todo mundo tirando 8, 9, 12 (eita), e eu lá, com a mesma nota do grupinho “descolado” que não pegou um livro, que não viu video-aula… A minha dificuldade com física continua me assombrando, eu demoro mais de 3 horas pra entender e fazer um exercício e na prova eu esqueço tudo.

Apesar disso, comparado com as outras físicas que fiz, meu rendimento não foi tão ruim… O professor super considerou as contas que fiz, mesmo chegando na resposta errada em todas e, surpreendentemente, eu tirei 5. Normalmente minhas notas variam entre 1 à 3, tirar 5 é uma boa nota. Só preciso estudar da mesma maneira para tirar outro 5 e me livrar de uma vez dessa matéria.

 

Por sinal, acho que não tenho o que reclamar desse professor também. Ele passa exercícios que valem ponto extra na prova, trabalho que aumenta nota pra quem foi mal na primeira prova (mal pra ele é tirar menos que 6, vai entender) e passa muitos exercícios pra casa. Só um detalhe que não dá pra fazer todos os exercícios num só dia porque são meio insanos…

 

ODEIO FÍSICA, GRRRR!!

 

Fim de férias e muita insônia

Deu tudo certo semestre passado

Passada a pequena sensação de cansaço que eu estava tendo, eu finalmente deixei de preguiça e vim aqui mostrar algo que eu tenho orgulho de mostrar:

Capture

Sim! Eu passei em tudo! Não importa se foi com MM ou MS, passei em tudo (pd não conta, né). Nunca meu ira esteve tão alto como está agora (tirando quando eu era caloura). Foi bastante sofrimento, muito choro (muito mesmo), muita dor de cabeça, muito pânico… Mas deu tudo certo.

Acho que todo mundo sabe o sofrimento que tive com física, que tinha que tirar notas muito altas pra conseguir passar com MM suado e… Ai. ;u;

 

Agora este semestre tem física 3 e, graça a deus, será minha última física. Última! Vou continuar com o ritmo de estudar todo sábado que, por mais que tenha sido desgastante, foi o que deu certo. Não é como se eu estivesse feliz com isso ou algo parecido, porém, vai dar certo.

E mais 44 créditos e eu me formo

Minhas férias foi basicamente ir na casa de um amigo meu (vou chamá-lo de Amigo 1) e jogar video game por lá. Zeramos Catherine, que pretendo comprar também pra platiná-lo (sério, muito bom o jogo, recomendo), jogamos Dead or Alive 5, continuamos nossas aventuras em Demon’s Souls e, antes dele começar a trabalhar (nem formou e já conseguiu emprego, olha só!) nós começamos Tales of Vesperia 2. Como um dos nossos amigos começou a namorar este ano (vou chamá-lo de Amigo 2), ele nunca tem saído com a gente, então fica só eu e o Amigo 1 sozinhos jogando video game.

Ah sim, como eu e esse Amigo 1 fazíamos física 2 juntos (apesar de não ter dado certo estudar com ele), eu ia muito pra casa dele almoçar e jogar video game antes das aulas a tarde também. O que me rendeu brigas com o Veterano ao longo de todo o semestre.

Já não bastasse o stress com provas, ainda ficava estressada com as brigas idiotas

Pior que as brigas eram sempre por algum motivo idiota: uma vez foi por não tomar banho de noite porque eu já tinha tomado banho pela manhã, outra por eu ir todo sábado pra unb, uma foi que eu tava em desespero por causa de nota e pedi ajuda do Amigo 1… E tiveram mais um monte que eu não lembro agora (e outras que eu nem percebia). Elas tavam tão frequente que era coisa de ficar 2 ou 3 dias bem e o resto da semana sem se falar. Eu nunca tive muito orgulho e sempre pedia desculpas por qualquer idiotice que eu tinha feito (mesmo sem saber o que tinha feito de errado), mas depois de certa frequência, nem meus pedidos de desculpas estavam funcionando; ele continua irritado e brigado comigo do mesmo jeito.

A bem verdade é que sou muito cabeça de vento pra muitas coisas. Eu esqueço bastante detalhes, esqueço datas, esqueço inclusive promessas. É ruim? É, mas não é como se eu chegasse e falasse “ok, nunca mais vou esquecer de nada” que dá 10 segundos e eu esqueço pra onde tava indo.

Porém o grande problema foi quando pintei o cabelo. Ele sempre deixou claro que odeia quando eu pinto o cabelo e eu sempre deixei claro que eu amo fazer isso, então tivemos um grande problema quando cheguei num dia com o meu cabelo azul (azul bem escuro, amei o resultado <3). Tentei acalmá-lo durante horas falando que tinha esquecido que eu tinha que esperá-lo chegar no Brasil antes de ir pintar o cabelo, mas ele continuava bem irritado. Não chegou a me desrespeitar nem nada, mas olhava pra minha foto de cabelo azul e ficava triste, por não ter uma namorada bonita (pra ele) e essas coisas.

É meio estranho, porque eu não entendo como cor de cabelo define caráter e como cabelo pode irritar tanto uma pessoa. E é óbvio que eu fiquei abalada pra caramba com isso porque meio que soou “eu tenho vergonha de você pelo o que você é“.

Essas coisas abalam a auto estima da gente, sabe.

Porém, depois de ficar da 0:00 até umas 5:30 discutindo (no facebook), ele finalmente deixou eu ligá-lo no skype e ficamos falando besteiras e todas aquelas abrobrinhas de namorados (e ele me pediu desculpa por se importar com aparências).

Eu imagino que todas as brigas que tivemos nesses 8 meses desde que voltei do Canadá foram só saudades. Namoro a distância não é algo muito saudável. Ao menos consegui convencê-lo esperar chegar no Brasil primeiro (faltam só 17 dias), me ver e só aí decidirmos pra onde vai essa nossa relação. Acho que está indo tudo bem agora, a gente tem conversado normalmente e tudo mais, mas eu não sou muito boa pra perceber se ele ainda está irritado com algo.

As pessoas não entendem que eu sou tapada

E, pra finalizar, eu não fiz nada de útil essas férias! Nada! Absolutamente nada! Tenho dormido bastante, nuns horários meio zuado e semana que vem minhas aulas começam! Hehe.


E saiu resultado do segundo concurso do puxadinho de chibi maker!
http://onigiri-quase-predio.com/extra/puxadinho/desafio-chibi-maker
Yuhuuul! (o( Adorei a plaquinha! <3