Avisando que estou viva

Eu troquei duas vezes de psicólogo durante esse tempo que fiquei sem dar as caras aqui no blog, até o último falar que eu não tinha jeito. Eu estava com problemas pra me manter nos empregos, um associou com o fato de eu me cobrar demais, falando que eu deveria me desculpar, e o outro falou que eu era mimada. Acho que nunca corri tanto perigo na minha vida só por conversar com pessoas.

 

O primeiro ficava falando que eu deveria me perdoar mais, que eu era muito dura comigo mesma. Tipo, eu perguntava “ok, eu entendo que faço isso, mas como resolvo? Tem como ser mais claro?“, e ele “claro, é que você se cobra demais, então você tem que olhar pro seu eu interior e se perdoar“. Tipo, olhar pro meu eu interior, tipo, quê? Quando vi que a conversa tava andando em círculos, eu procurei outro na mesma clínica. Eu meio que estava super sensível nessa época e precisava resolver meu problema logo (que, né, eu precisava parar de ter medo de emprego). Mesmo interrompendo a terapia no meio, eu não estava lá muito confortável com um psicólogo que não estava sabendo conversar comigo.

 

O segundo ficava falando que eu era muito infantil, que eu era 80% criança e 20% adulto, que eu deveria calibrar melhor meu adulto no dia a dia. Me pareceu fazer sentido, mas eu fui pra clínica resolver só meu problema em situações de stress, que foi lidar com a falha, de prejudicar a equipe, blablabla, o meu dia a dia eu estava bem comigo mesma. Quando ele falou que eu deveria mudar no dia a dia e eu disse que não era isso que eu queria, ele simplesmente falou que “você não tem solução, vou ter que te dar alta porque não posso fazer mais nada ” .

 

Na hora que ele tinha me falado que eu não tinha solução, tinha me batido maior desespero. Tipo “nossa, que que eu tô fazendo nesse mundo? Eu não me encaixo, não sou adulto“. Se eu já tinha pensamentos suicidas antes, naquele dia então… Tava muito foda conter o choro e de não me jogar na frente dos carros enquanto tava esperando o ônibus. Para minha sorte, meu namorado ficou conversando comigo o dia todo pelo telegram e não me deixou sozinha no dia.

 

Porém, meio do ano, a Gincana do Onigiri estava se aproximando e tinha um monte de gente meio que estava contando que eu conseguisse entregar um evento bacana e que marcasse, então eu meio que tinha que aguentar a barra até lá. E não poderia ficar de cama ficando sem tomar banho e só comendo miojo no quarto.

 

Foi aí que surgiu a vaga de emprego de professor numa escola de informática para crianças.

Eu mantenho o Onigiri por uns 8 anos já, sempre lidando com crianças e adolescentes, mas não acho que isso pode ser considerado “experiência com crianças”, mas acho que podia tentar a vaga. Quando eles perguntaram se eu gostava de crianças, eu tentei ser a mais sincera possível: “Olha só, faz muitos anos que eu não lido com crianças pessoalmente, que eu moro longe da minha família, mas eu não lembro de ter tido problemas com elas. É só não puxar meu cabelo, né?“.

Por alguma razão, eu consegui a vaga e já estou trabalhando lá por uns dois meses. Eu de longe sou o professor mais inexperiente de lá, tanto em didática quanto em domínio do conteúdo, vivo cometendo erros e não sei o que fazer em situações de stress (como o menino dizer que a aula está chata ou começar a chorar em sala). Porém, comparado com uns meses atrás, acho que foi uma pequena vitória pra mim este emprego.

 

Com emprego novo, consegui voltar a me focar com o Onigiri. Teve Gincana, acho que foi bem mais desafiador este ano (e, por sorte, eu já tinha uns rascunhos de desafios prontos, só precisava contextualizar ele depois) e foi bem emocionante ler o feedback do pessoal, mesmo não entregando o joguinho que tinha prometido. Também iniciei o mestrado esse semestre na UnB como aluno especial e estou fazendo meio que como experiência mesmo, não estou tão preocupada em passar ou não. É mais para eu voltar a ter cabeça pra estudar de novo.

 

Passei por um período perigoso depois de ter me formado, mas acho que ele finalmente tá ficando pra trás e minha vida tá retomando o rumo certo.

 

Síndrome do impostor

Mais problemas

 

É a mais pura verdade: quando tô passando por algum problema é que eu lembro que eu tenho blog. Como eu não tenho viajado, também não tem outra tipo de postagem aqui também, aí acaba que eu fico uns 6 meses sem dar as caras (só atualizo com coisa boba pra eu não sair do Onigiri no churrasco).

 

Esses últimos meses eu tenho procurado emprego. Me cadastrei no vagas, geekhunter, beempregos, sine, bne… E outros milhões. Algumas empresas anunciam essas vagas num desses site e, para você enviar o currículo, tem que se cadastrar em outro site e é assim que consegui me cadastrar em milhões de sites de emprego. Acho que faz parte do processo seletivo.

 

Eu no caso consegui dois empregos nesse período que não atualizei o blog. E me demiti dos dois: um depois de três dias e outro antes de começar a trabalhar. E o motivo? Eu não faço a menor ideia.

O primeiro emprego eu consegui pelo próprio vagas. Tiveram três etapas de processo seletivo:

  1. fazer 3 provas de conhecimento (inglês, espanhol e lógica): eu não recebi notas de nenhuma, mas fiquei surpresa por ter passado porque eu demorei pra perceber que eram 40 segundos pra responder cada questão
  2. entrevista coletiva: eu não faço ideia como passei nessa parte
  3. entrevista individual: não teve porque eles já me queriam na empresa desde a entrevista coletiva (????)

E aí eu fui chamada pra trabalhar lá, com carteira assinada e tudo. Eu não gosto muito da ideia de carteira assinada porque não gosto de pagar impostos e não gosto da obrigatoriedade de vale-alimentação e vale-transporte. As pessoas acham que esses vales são de graça, mas você quem paga por eles no final das contas e tem vezes que você nem usa tudo, mas recebe mesmo assim. Se eu recebesse meu salário na íntegra, eu saberia controlar ele melhor.

O emprego era de trainee. Um trainee obviamente estava lá na empresa justamente pra aprender. Eu não tinha problema nenhum com isso. Era justamente o emprego perfeito pra mim já que eu tinha acabado de me formar e só tive dois estágios durante a graduação.

Mas aí…


Teve no segundo dia um trabalho em grupo. Eu já tinha feito amizade com um pessoal lá, todo mundo bem bacana. O trabalho era configurar um servidor java, coisa bem idiota. Cada um no grupo foi responsável por uma parte desse negócio. A entrega era no dia seguinte.

Pra mim, era óbvio o que eu tinha que fazer: fazer o servidor funcionar. Então, por favor, me deixe terminar. Vou ficar feliz terminando meu trabalho.

Porém, eu tinha que trabalhar no computador da empresa, no horário da empresa. O computador não me ajudava muito, mas eu sabia exatamente todos os passos que eu tinha que fazer pra fazer o servidor funcionar.

 

Mas não deu tempo.

 

Aí me veio um sentimento de “atrapalhei o grupo”, de que “não me esforcei o bastante”, de falha… Que aí eu comecei a chorar, e meio que foi na frente de todo mundo. Chorei na frente do meu grupo, dos dois tutores, da mocinha do RH. Aí depois fiquei com vergonha disso e pedi demissão no terceiro dia.

Se isso é motivo de pedir demissão? Não. Então o que foi que me fez pedir demissão? Não faço ideia.

 

O outro era uma startup e eles iriam fazer um aplicativo de celular. Eu não tenho experiência com fazer aplicativos e tampouco tenho celular pra fazer usar apps (meu celular é blackberry), mas seria uma boa oportunidade de aprender, já que as pessoas já nem computador de casa tem mais, ou é tablet ou é celular. Por alguma razão que desconheço, mesmo falando que não tinha experiência com apps, o pessoal dessa startup me chamou numa sexta pra eu começar na segunda. Durante sábado e domingo, eu ficava chorando de noite, pensando “não quero trabalhar, não quero trabalhar”, quando meus amigos perguntavam da empresa, me batia uma bad…

Tava me fazendo tão mal a ideia de começar a trabalhar que eu mandei email domingo de noite pedindo desculpas, mas que não poderia trabalhar.

Por que eu pedi demissão? Não sei.

 

-Sii…??? Você tá loca se demitindo das coisas? Se está com preguiça de trabalhar, não procure emprego

Não estou com preguiça ou acomodada. Já me perguntaram isso e, definitivamente, não é assim que me sinto. Sei que não é referência pra ninguém, mas dia desse eu vi um vídeo do PC Siqueira sobre ele se sentir um impostor, ou seja, tudo o que ele conquistou é tudo uma armação, que na verdade ele não é tão capaz/genial quanto as pessoas acham e, quer saber, parece isso mesmo que eu sinto. Não me sinto capaz pra fazer nenhum dos trabalhos porque tem muita gente melhor que eu por aí e, mesmo assim, parece que as pessoas acreditam em mim, então eu meio que enganei elas pra elas acharem que eu consigo fazer as coisas. Tipo, pra que me chamar?

 

Eu comecei faz umas 3 semanas a ir num psicólogo e, francamente, está sendo péssimo. Eu fui com a intenção de descobrir o motivo de eu estar pensando essas coisas, do porquê fiquei estressada no emprego justamente pra corrigir isso e não fazer acontecer de novo, e tudo que psicólogo falou nessas sessões foi “você tem que se perdoar“, “você chorou por uma razão, qual foi?“, “tem que se conhecer melhor Se eu soubesse a razão, eu não iria no psicólogo!

 

Bom, mudando de assunto, hora do meme! Fazia muito tempo que eu não era indicada pra responder meme, que é sempre uma boa desculpa pra atualizar o blog, mesmo que ele esteja às moscas

 

• Escrever 11 fatos sobre ti
• Responder as perguntas de quem te indicou
• Indicar de 11 a 20 blogs com menos de 200 inscritosATA
• Fazer 11 perguntas aos blogs indicados
• Colocar o selo do Liebster Award
• Linkar quem te indicou – Shana

11 fatos sobre mim

  1. Apesar de ter me formado em Ciência da Computação, não foi no curso que eu aprendi a mexer com WordPress, bloguinhos, javascript, blábláblá…
  2. Eu nunca faço conta de cabeça
  3. Tenho todos os quatro dentes de siso e não tenho a intenção de tirar eles (não consigo tomar remédios de cápsula)
  4. Tenho uma boa amizade com meu orientador e tamos planejando fazer um mestrado usando o jogo Dark Souls
  5. Meus fones de ouvidos não duram 2 meses. Eu não faço ideia de como eles quebram, eles só se desmontam e sou obrigada a passar fita durex neles enquanto o novo fone não chega.

    Esse é o fone que tô usando atualmente

    Já tive fone de 30 reais, de 200, de 80… Esse aí é de 30, e quebrou do mesmo jeito que o de 200

  6. Eu nunca tirei notas altas e sempre me esforcei pra tirar 5. Não entendo até hoje como passei no vestibular
  7. Meu jogo preferido atualmente é Overwatch
  8. Pretendo comprar o PS4, porém só quando tiver 5 jogos exclusivos maneiros que eu jogaria. Estou esperando até hoje por esses 5
  9. Eu gosto de aprender novas línguas. Já estudei inglês (óbvio, na vida), espanhol (na escola), japonês (7 anos na Escola Modelo), chinês (1 semestre na UnB), libras (1 semestre na UnB) e atualmente estou aprendendo francês (tava estudando sozinha pelo duolingo e agora estou pagando cursinho na Aliança Francesa)
  10. Estou engordando e perdendo calças jeans bem rápido. Oh no
  11. Meu namorado é meu melhor amigo e não gosto de fazer coisas sem ele

11 perguntas da Shana

1. Qual foi sua nota mais baixa na escola/faculdade?

0. Bem redondo. Eu já estava passada na matéria aí não estudei pra terceira prova, porém não queria deixar o professor triste, então continuei indo nas aulas e prestando atenção, mas não tava muito a fim de estudar nos sábados. Aí não consegui fazer nada na prova. Coitadas das pessoas que precisavam de nota.

2. Se você só pudesse usar uma única cor de roupa pra sempre, incluindo acessórios e maquiagem, qual seria? 
Talvez branco. Branco vai de branco puro a preto bem escuro, se ficar só mexendo com a tonalidade dele, então… É meio sem graça, mas acho que não teria muita escolha.

3. Você foi sequestrada. Os sequestradores pedem um número de telefone para fazer o pedido de resgate. Você dá o número de quem?
Do meu pai. Ele sempre tá com o telefone na mão e, bom, é meu pai, seria capaz que até os sequestradores estivessem em perigo por causa disso.

4. Qual seu mês favorito do ano e por quê? 
Janeiro porque eu amo ficar de domingueira em casa o mês inteiro.

5. Você acordou pela manhã e descobriu que trocou de corpo com uma pessoa famosa. Quem é?
Simone Giertz. Agora tenho todos os robôs que preciso pra ter uma vida alegre e feliz.

6. A Hinata me indicou para o Liebster Awards pela milionésima vez. Como eu devo me vingar dela?
Indique um meme que ela já tenha respondido e que não tenha gostado.

7. O próximo layout do Hishoku deveria ser de que cor?
Que tal cinza? Meio clima de inverno, mas sem ser aquele brancão que cega os olhos.

8. Qual foi a última série/filme/anime que você assistiu? Indicaria para alguém?
Um dos animes que tô assistindo é a segunda temporada de Shingeki no Bahamut. É divertidinho o anime, tem lutas legais, uns monstros com design legal também, mas a história dele é bem genérica. Eu recomendo pra quem não quer pensar muito.

9. Você acorda e sua cama está boiando no meio do mar. Não tem terra a vista em nenhum lado. O que você faz?
Primeiro me pergunto o que aconteceu, como minha cama tá boiando, onde tá todo mundo e que dia é hoje. Depois dos questionamentos, espero ficar de noite pra ver se encontro alguma constelação que conheço pra poder seguir. Aqueles animes que se passam no mar vão ser úteis agora.

10. Um cara bate na sua porta e diz que se a sapatilha que ele tem nas mãos servir no seu pé esquerdo, ele se casa com você. O que você faz?

11. Você não poderá se alimentar de nada além de um único legume/verdura de sua escolha pelos próximos 3 anos. O que você escolhe?
Batata. Quer ter mais variedade de como comer batata?

Minhas 11 perguntas

  1. Você mudaria a data do seu aniversário?
  2. Qual a primeira coisa que você lembra quando lembra da cor azul?
  3. Seu pai foi sequestrado! O sequestrador te propõe que, para soltar o seu pai, você teria que ficar aprisionada na casa do sequestrador e não poderia chamar a polícia. O que você faz?
  4. Qual foi o livro mais cansativo que já leu?
  5. Se você pudesse resumir sua vida com um título de filme, qual seria?
  6. Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?
  7. Qual foi o sonho mais bizarro que já teve?
  8. Cães são (________) e gatos são (_________).
  9. Qual mania sua que você tem plena consciência que não é normal?
  10. Qual música você tem vontade de aprender a tocar/cantar?
  11. Se você pudesse voltar no tempo com sua atual consciência, quantos anos você voltaria e o que mudaria?

Pessoas indicadas

Quem achar legal o meme e quiser responder, especialmente se for morador do Onigiri, sinta-se indicado. Principalmente aqueles que tão com dificuldade de atualizar o blog.

E agora, José?

Alguma hora isso iria chegar

Enfim, apresentei o tão temido TCC, que iria decidir de uma vez por todas se eu estaria livre dessa faculdade vital que consumiu quase 7 anos da minha vida.

E, sabe, eu fiquei muito feliz com o meu tema, no final das contas.

 

O meu TCC era sobre a minha biblioteca em C++ chamada playAPC, que basicamente exibe formas geométricas na tela do computador chamando funções do tipo “CriaQuadrado()“, “Gira()” e etc… É tudo bem simples de usar, super básico, feito justamente para pessoas que não sabem programar poder fazer coisas legais já no primeiro semestre de computação.

Sabe, foi inexplicável descrever o pessoal usando minha biblioteca. Eu queria ter tido uma há 7 anos atrás, quando entrei na UnB. Porém, como não existia uma fácil o bastante para que eu pudesse entender, então eu fiz a minha. Se eu fosse usar naquela época, eu iria querer que ela funcionasse exatamente assim. Então, meu TCC foi algo que eu fiz meio que para mim mesma… Aí foi legal pra caramba fazer todo o projeto, escrever a monografia, aplicar ela em altas turmas, tirar dúvida do pessoal e ver o pessoal resolvendo a prática de laboratório com ela… Quando comecei a fazer a biblioteca, eu morria de medo deste meu projeto não ser de bacharel, porque bacharel faz trabalhos que são complicadíssimos, que tem que rodar milhões de testes, que tem que criar uma nova métrica, todo cientista, etc etc etc. O meu é uma brincadeira de criança que faz coisas bonitinhas.

Esta foi a minha banca. O meu orientador é o de preto

Apresentei, recebi minha nota, meus pais ficaram super felizes por mim mesmo sem entender o que minha nota significava e… É isso.

 

Apesar de não ter sido tão sofrido quanto os dos meus amigos e dos blogs que eu acabo lendo por aí, eu me sinto ainda extremamente cansada, mesmo já tendo passado um mês desde a apresentação dele. Tipo, no sentido de “não me mostre uma prova/não me fale em trabalho que eu entro em pânico“.

Por favor, não!

Meu namorado mostrou um dia desse um anúncio de vaga de desenvolvedor pra uma empresa aí que eu tinha quase todos os requisitos e nenhum dos diferenciais que eles pediam. Aí eu pensei “Ok, vamos tentar, vai que, né?” e tinha que ajeitar meu currículo. Além do currículo, ainda tinha que criar uma conta no maldito do Likedn (eu odeio essa rede desdo Orkut, que todo mundo mandava spam dessa bosta que “Fulaninho te adicionou!“, QUE ÓDIO, GRRRR, NO ORKUT EU QUERIA SÓ RECLAMAR DA ESCOLA!).

Eu no caso já tenho há décadas o modelo de currículo bonitinho. Super simples de ajeitar, todo fofo e talz. Só que, quando eu tava ajeitando, mostrando pro Veterano o currículo e pedindo a opinião dele, foi crescendo um pânico de “não faça isso não faça isso não faça isso” que eu acabei falando pra ele “DESISTI!” e fechei as coisas tudo sem salvar.

E lógico deixei o Veterano decepcionado com isso, que eu falei que não ia mais tentar a vaga e queria mais tempo de férias.

 

Eu tenho plena noção que eu tenho que ter um emprego agora. E quanto mais cedo, mais cedo tenho a experiência de 1 ano que preciso pra iniciar o processo lá de imigração pro Canadá.

Só que… Não, por favor.

Estudando bastante nas férias

Finalmente eu consegui vencer as matérias da UnB. Sem mais cálculo, sem mais física… Só escrever mais uns dois artigos, um pôster, a monografia e não sei quando verei a UnB de novo.

 

Toda vez que toco nesse assunto com meu namorado, eu acabo chorando, brigando, reclamando que não quero ser adulta e aquele chororô que fiz na última postagem (o post é velho, o sentimento continua). Porém, ele tem me ajudado a encarar essa nova etapa fazendo nada de especial: saímos bastante, jogamos bastante e temos ficado juntos. Acho que é o apoio e a motivação que eu preciso mesmo.

 

Nisso, eu e ele começamos a estudar francês no Duoling, já que temos planos de ir pro Canadá de novo, dessa vez como residente permanente. Eu falo pras pessoas (minha família) e “nossa, vocês acham que vão conseguir? Não é fácil morar do país/Por que querem sair do Brasil?/Com que dinheiro vocês vão?/Tem que estudar pra concurso público” e, francamente, as coisas tem que começar por algum lugar. Se vai dar certo ou não, são outros 500. As pessoas tem um troço de “nossa, isso é impossível, longe da minha realidade” que acabam fazendo nada e eu fico ““. Quer dizer, eu acho que pensava assim também, mas depois que consegui viajar pro Japão e conhecer um bocado de gente legal, aí eu mudei. Eu também tenho muitos anos de vida ainda, então eu posso ficar tentando.

 

Ah, além de francês, estou estudando inglês no Duoling porque preciso tirar 8/9 no IELTS e, do jeito que meu inglês tá, eu não tiro nem 6. Não é porque eu não sei inglês, é porque eu não sei que verbos e que conjugações são pretérito, pretérito perfeito, advérbio, futuro, futuro do subjuntivo(????) e essas coisas de português (é só ver pelo nível do meu blog que dá pra notar). Tinha feito uma prova de nivelamento de inglês no UnB Idiomas, falei perfeitamente com a mulher lá, escrevi redação bacaninha (porque quem queria fazer preparatório de IELTS ou TOELF tinha que escrever uma redação bacaninha) e a mulher me botou no intermediário. Até aí tudo bem, eu não me importava de reforçar algumas coisas, principalmente essa parte de gramática, que eu sou bem fraquinha, admito. Aí na primeira aula, quando o professor veio com “LISTE 5 FRUTAS AMARELAS” aí eu “pera lá…“. Só pedi meu dinheiro de volta e decidi estudar por conta própria, que paciência pra voltar pro prézinho eu não tenho.

Eu consigo me virar sozinha, seus bananas!

Por sinal, quem tiver no Duoling também, me adiciona!

 

Também estou trabalhando num módulo de um site de um amigo do chefe do meu tio, que era só um troço em php simplezinho, adicionar, editar e excluir coisas, no começo. Aí eu “ok, parece um trabalho fácil e eu vou receber por isso” e acabei aceitando. Mas a complexidade do negócio a gente só descobre quando começa a mexer, né? Então. Né? Hehe…

 

Essas férias não tão lá com cara de férias.

 

Eita essa falta de vontade

Já faz um bom tempo que ando desanimada com muitas coisas: com meus projetos, minha faculdade e minha própria vida. Não faço ideia de que rumo estou seguindo e nem se vou me arrepender no futuro.

Sobre a faculdade, meu desânimo é com cálculo: peguei um professor que todos recomendavam porque era muito fácil. De fato, ele cobra bem pouco na prova e tudo se baseia em decoreba. O problema é que eu tenho aquele espírito de calouro de quem quer aprender a matéria. Se eu não consigo aprender, eu fico com bloqueio e até pânico por não conseguir fazer os exercícios (e eu fico chorando por isso, me julguem).

Mas por que você quer aprender cálculo 3?

Não sei, mas sempre tive problema em decorar coisas. Matemática e cálculos nunca foram meus fortes (na verdade, o extremo oposto), mas o que diferenciava matemática de matérias como química, física e biologia é que eu não precisava aceitar as coisas “porque na vida é assim que as coisas funcionam e meu dever aqui é só explicar como essas coisas funcionam“. Amigo, sua explicação do por que o céu é azul não cola pra mim, ok?

Em cálculo 3, o professor está passando meia hora sem falar nada, passa preenchendo o quadro inteiro e depois começa a explicação: “tem essa regra aqui, e essa definição. Vocês não precisam saber disso. Vejam este exemplo” e é isso. Toda aula fico extremamente frustada por conta disso e, como dá pra imaginar, cálculo 3 é cálculo 3: difícil pra caramba pra aprender sozinho.

 

Não tá dando certo

Sobre meus projetos, como eu tenho ficado frustada com a faculdade, eu tampouco estou tendo ânimo pra fazer as coisas que eu gosto, que é o Onigiri. No Onigiri, falta eu concluir as medalhinhas dos minigames e tô enrolando isso faz um mês já. Nunca demorei tanto pra soltar uma featurezinha sendo que ela tá metade pronta.

Toda vez que invento de mexer nela, eu penso: eu deveria estar estudando cálculo, mas não quero. E no final do dia, acabo não fazendo nada, nem o que devo, nem o que eu gosto.

Também tem me deixado triste o tanto de pessoa que se inscreve no Onigiri e depois não vira morador. É um monte de bloguinho que quero que seja morador, que participe, que saia como sorteado da semana, mas simplesmente abandonam o prédio antes mesmo de entrar. É uma tristeza idiota, mas eu me esforço tanto pro Onigiri ser fácil, menos burocrático e divertido… E ninguém me diz o que tá errado pra eu poder arrumar, é tristeza atrás de tristeza.

Também tem o meu TCC onde meu orientador está desanimado comigo porque eu não tenho feito mais o que ele tem pedido, que são uns exercícios usando a playAPC (a minha biblioteca gráfica em C++). Como são só exercícios, eu posso deixar pra fazer eles depois porque eu tenho que passar nas matérias primeiro. É uma bola de neve esse cálculo.

 

Já a minha vida, eu não sei o que quero dela. Não consigo me ver procurando emprego, trabalhando e sendo adulta. Essa ideia, na verdade, me assusta. Eu sou o tipo de pessoa que não sabe discutir, pagar contas, calcular coisas de cabeça, acredito em papo de vendedor e não sei pensar em longo prazo. Porém, os meus pais se aposentam daqui a 5 anos. Se em 5 anos eu não conseguir arrumar um trabalho que consiga pagar um aluguel e que me sustente, eu terei fracassado como ser humano. Ser daqueles hikikomoris que sugam a aposentadoria dos pais é a ideia que mais me traz nojo ultimamente.

Aí meus pais “olha só, vai abrir concurso pra sei lá o que“, “já sabe onde vai trabalhar? O que gosta de fazer?“. Eu simplesmente fico mais irritada que cachorro quando alguém puxa o rabo dele; sempre saio bufando da sala quando me fazem esses tipos de perguntas porque… Porque eu sou uma criança.

 

Então, minha vida tem se resumido em dois problemas: universidade e responsabilidade. Universidade tem me causado desânimo e responsabilidade tem me causado aflição.

 

As vezes de noite me pego pensando que nem vida mais eu quero, mas não acho que isso seja depressão ou algo do gênero; não é como se eu tivesse coragem de fazer alguma coisa. Eu tenho ciência que esse meu problema de desânimo é coisa idiota de se resolver, eu só preciso de, sei lá, alguma força, pé na bunda, puxada de orelha, alguém pra falar “você consegue!“. Não nego que queria que alguém resolvesse com magia essas duas coisas, mas ninguém vai resolvê-las pra mim.