Pelo Canadá

I Sii you

Ooooooh, Canada… País com milhões de andaimes em todas as cidades que passei em todos os lugares onde cabia um andaime. Pelo menos eles estavam enfeitados.

Consegui ir pro Canadá com 600 dólares canadenses no bolso (presente do papai) e mais 400 dólares no cartão (que sobrou do Japão). Gastei praticamente todos os salários que eu consegui ao longo do semestre passado, retrasado e um pouquinho do ante-retrasado que tinha sobrado pra comprar a passagem. Ou seja: pra quem iria passar um mês lá, a situação tava complicada. Mas é aí que onde entra o Veterano  (que eu preciso arranjar outro nome pra ele) com algumas economias que ele fez com o dinheiro do csf! Ele conseguiu juntar dinheiro pra pagar nossos hotéis e as passagens de ônibus, tanto os de viagem quanto os locais pra gente passear. Então, conseguimos nos locomover, dormir, comer em lugares baratos e visitar muitos museus e comprar bastantes lembrancinhas! Óbvio que quando ele voltar pro Brasil eu vou estar devendo um rim pra ele.

Pra essa viagem, eu tinha planejado não levar celular porque pretendia comprar um por lá, porém, como deu treta com o celular, passei a viagem toda sem tirar uma única foto. Então, todas as fotos são do Veterano (isso explica como eu saí em muitas fotos).

E aprendemos a tirar selfies!

Boas selfies

O Canadá é um país difícil de se turistar. Eu preferiria muito mais conseguir sair do hotel, ir pro mercadinho comprar o café da manhã, voltar pro hotel, comer e depois bater perna sem rumo por aí, que foi o que fiz no Japão, basicamente. Entretanto, Canadá é um país gigantelesco. Tudo fica longe de absolutamente tudo. Teve uma cidade que até que deu pra gente não pegar ônibus, só que nisso perdemos dois museus que descobrimos só depois que era hiper bacana. E ônibus lá é algo que funciona e muito bem, só que você paga o preço dele funcionar muito bem também.

Talvez a gente tenha deixado alguma coisa em alguma cidade pra trás, mas nós dois passamos bastante tempo juntos, e eu acho que é isso que foi importante. Depois de 4 meses sem se ver, 1 mês andando de cidade em cidade, ou ficando no hotel o dia inteiro, valeu bem mais que acordar cedásso pra ir em 5 museus num dia só e só voltar de noite, só pra dormir.

 

Por sinal, nós fomos em muitos museus. Uma das partes mais legais dos museus eram as lojinhas de souvenir. Cada museu tinha uma lojinha totalmente diferente com chapéus, brinquedos, decoração, tudo fofo. Parte obrigatória de se passear num museu é ir na lojinha dele no final.

 Missisauga

Apesar do aeroporto de Toronto ter esse nome, ele fica numa cidadizinha chamada Missisauga. Assim que cheguei no Canadá, fomos pra um hotel perto desse aeroporto (que buscava a gente no aeroporto). Como eu fiz reservas de hotéis no Japão pelo Booking, depois de uma determinada quantidade de hotéis reservados, ele começa a te dar descontos em outros hotéis pelo mundo a fora, que foi onde eu consegui desconto nesse de Missisauga. O hotel era um luxo, tinha banheira, mesa, cadeiras, sofá, microondas, cama gigante e era muito limpinho.

A cidade em si não tem muita coisa. Acho que ela é mais de negócios, as pessoas vão lá porque acabaram de chegar no país, ou vão pra alguma reunião… Até andamos um pouco pela região do hotel, mas não encontramos nada.

Porém, experimentamos comida tailandesa!

Muito pho

Guelph

Guelph é onde o Veterano mora. Ela é tipo uma cidade satélite, que não tem nenhuma suuuuuuuper atração, mas tem um shopping legal, estádio de Hockey, cinemas…

Eu até fui com o Veterano pra universidade dele e assisti umas aulas dele, só que acabava dormindo nelas (por sinal, minha consulta com neurologista tá marcada pra fevereiro, yay!).

Ottawa e Gatineau

Ottawa foi a primeira cidade grande que visitamos como turistas mesmo. Fomos em bastante museus nela e andamos um pouco nas ruas (já disse que as coisas lá são longes?). O nosso hotel era longe desses pontos turísticos, então acho que deixamos algum museu bacana de fora.

Também demos um pulo em Gatineau, mas não sabíamos o que fazer lá, só comemos uma pizza e fomos embora.

Montreal

Montreal, assim como em Gatineau, era a parte francesa do Canadá. Era muito legal entrar nas lojinhas porque os atendentes nos cumprimentavam com “bonjour-hi“, aí você escolhia qual idioma você queria falar com ele: se falasse “bonjour“, ele falava em francês contigo; se falasse “hi“, ele falava em inglês; mas eu achava essa palavra tão bonitinha que tinha muita, mas muita vontade de responder “bonjour-hi” também.

Compara com Ottawa, Montreal era uma cidade bem suja, com bastante mendigos e com muitas pixações. Entretanto, era a que mais dava vontade de acordar de manhã, tomar o café da manhã, e sair sem rumo por aí. A cidade tinha prédios muitos bonitinhos, vimos muitas igrejas bonitonas também e o bairro Old Montreal é um encanto só. Tinha até passeio de carruagem, mas era $40,00 por pessoa. Chorei muito naquele dia.

Toronto

Toronto foi a cidade mais corrida que fomos, mas também a última antes de começar as aulas do Veterano e a contagem regressiva pra minha volta pro Brasil. Compramos o Toronto City Pass, que a gente economizou uns 60 dólares caso não comprasse e passasse em todos os museus, e foi muito legal, mas também extremamente cansativo. Ele nos obrigou a ir de cabo a rabo por Toronto, só que de metrô, então não vimos muita coisa durante o caminho dos museus.

Devo dizer que de longe meu passeio favorito foi o da Casa Loma. Mesmo eu indo numa época que não tem como passear pelos jardins (mesmo assim, o pessoal enfeitou uma parte do jardim com monte de luzinhas e ficou lindinho!), que dizem ser a parte mais bonita de lá, eu me encantei pela história do castelo, o interior de lá, a lojinha (óbvio) e a gente foi num dia que tava tendo apresentação de ballet. Lógico era bem simples, mas tão meiguinho! Nunca tinha visto uma apresentação de ballet.

Cataratas do Niágara

Niagara Falls foi a cidade mais próxima do que eu pude chamar de Las Vegas. Barulhenta, caríssima, mais impostos que as outras cidades e com muitas e muitas luzes. Ficamos só 2 dias nela pra aproveitar mais o ano novo que outra coisa, que devo dizer foi bem fraquinho até mesmo comparado com ano novo na esplanada dos ministérios, aqui em Brasília.

Óbvio que não tinha como fazer uma excursão pelas cataratas por motivos de -10º C. Mas aproveitamos algumas lojinhas e alguns restaurantes só pra não passar em branco. E os Estados Unidos fica a dois pulo das Cataratas, só não fomos pra lá porque ficamos com medo do que eles nos exigiriam pra passar pra lá (e a gente nem sabe qual cidade que faz fronteira, vai que era uma cilada?)

Vou usar isso no meu casamento. Sem as calças mesmo

Vou usar isso no meu casamento. Sem as calças mesmo

Essa viagem pro Canadá minha foi uma loucura, uma grande loucura por sinal, mas eu não me arrependo de nada no que fiz. Com certeza faltou lugar pra nós irmos, mas ficamos com preguiça e teve alguns dias que queríamos tirar o dia pra ficarmos juntinhos. Meus pais obviamente foram contra essa viagem por ela ser meramente turismo num país que eu não tinha taaaanta vontade de ir (pro Japão eu consegui apoio total por sempre ter sido meu sonho, mas Canadá…), mas depois de muita discussão eles consentiram e me apoiaram com o que podiam. Mandava whatsapp pra eles todos os dias e ligava no Skype pra eles também (a internet nos hotéis não eram tão boas quanto as do Japão, que dava pra ligar todos os dias sem problema algum. Ah, Japão…)

 

Bom, agora é só esperar o Veterano voltar pra juntarmos dinheiro e planejarmos nosso próximo destino: Nova Zelândia!

<3

<3

Deu tudo certo

Este semestre foi extremamente exaustante pra mim. Algumas coisas legais, muitas coisas tristes, muitas coisas… Mas hoje fui recompensada! Sinto que passei no vestibular de novo. Todo aqueles meus sacrifícios, estresses… Dever cumprido!

 

Primeira coisa de tudo é que este semestre começou com o Veterano viajando pro Canadá, pelo Ciência Sem Fronteiras. Sempre enchi o saco pra ele aproveitar pra estudar o máximo e não cair na gandaia. E também me ligar toda semana porque eu iria ficar triste.

Bom, ele tentou manter a rotina de me ligar toda semana, mas logo depois a faculdade dele começou a enchê-lo de trabalho, bem como a minha, aí se tornou menos frequente nossas ligações. Porém, continuávamos fofocando sobre os outros todo dia no facebook, jogamos com nossos amigos Gauntlet e, quando ficávamos enrolados com alguma matéria, continuamos nos ajudando (um fazendo o trabalho do outro). Assim, fez uma baita de uma falta não vê-lo mais toda semana, mas tentamos contornar esse problema.

E daqui a 4 dias estarei indo pro Canadá passar o natal e o ano novo com ele. Gastei todo meu dinheiro de tutoria que ganhei, o que sobrou da viagem do Japão e contando que vou ganhar salário certinho nos próximos 3 meses. Já planejamos todos os lugares que iremos, compramos as passagens de ônibus e tenho certeza que tudo vai dar certo, vamos comprar muitas tranqueirinhas e vamos tirar muitas fotos juntos.

Irresponsável da minha parte? Eu nunca tive dúvidas disso. Mas eu o amo e sei que vale a pena isso que faremos.

 

Este semestre eu e meu orientador fomos para o Congresso da WPOS, Workshop da Pós Graduação. O que eu estava fazendo lá? A esposa do meu professor, umas das coordenadoras do evento, falou que nosso projeto de graduação é extremamente interessante e que não deveríamos deixar de ir.

Teve alguns problemas com nosso artigo, pois os professores estavam recusando toda vez que a gente o submetia. Eles reclamavam que a formatação estava incorreta (tipo, o título estava zoado). O problema é que meu orientador é simplesmente o “cara” do departamento que entende de formatação de texto (aquelas coisas de Latex). Para ele, era inadmissível meu artigo ser recusado pelos motivos que os caras tavam apresentando, então acabou que ele saiu brigando com todo mundo. Eu tenho muita sorte por ter um orientador tão preocupado comigo. ;u;

Depois de muita ladainha, o artigo foi aceito e lá fomos nós! Convidei meu pai, minha mãe e minha vó para ir, pra que eu não ficasse nervosa quando fosse apresentar, mas não foi muito efetivo.

 

Continuei nervosa, gaguejei, esqueci o que iria falar, falei rápido demais, tropeçando nas palavras… E olha que meu orientador tava soprando colinha do que eu iria falar o tempo inteiro. Uma coisa é apresentar pra uma turma de alunos, outra coisa um público de professores e doutores.

Enfim, eu achei um desastre.

Como eu tinha ENEM no dia seguinte, eu não pude ficar o evento todo, então, depois que apresentei, eu fui embora. Porém, quando eu estava indo embora, um monte de gente veio falar comigo sobre nosso projeto: muita gente gostou, quer que ele evolua mais e que esta área realmente precisa de mais atenção mesmo. Teve até gente que leu meu artigo antes de falar comigo!

E, claro, a esposa do meu orientador falou que eu deveria fazer iniciação científica com este meu trabalho, então outra coisa que eu me senti mega feliz.

 

Este semestre eu montei exclusivamente por causa de uma matéria: Organização e Arquitetura de Computadores (OAC). É uma matéria complicada, extremamente trabalhosa e com provas gigantelescas. Por isso mesmo, este semestre só fiz TG1 (trabalho de graduação 1), Chinês 1, Instrução a psicologia e OAC.

TG1 a professora ficava enchendo o saco por causa de bibliografia e da introdução. Não se dava o trabalho de ler minha monografia, só reclamava da introdução e das referências bibliográficas, coisa de ficar tirando 4 pontos. Ignorei.

Chinês 1 eu confesso que poderia ter estudado mais, pois estava fazendo chinês com o intuito de aprender a ler mais kanjis e não me assustar quando ver um monte de kanjis juntos. Não deu muito certo. Porém a professora era hiper meiguinha e dava nota por qualquer besteira que a gente falava. Ela merece todos os rolinhos primavera que ela quiser. Ainda bem que fiz chinês este semestre, porque ela está voltando pra China já nestas férias (inclusive acho que ela já voltou). Se não fosse por ela, eu provavelmente iria odiar a matéria, porque os outros professores do departamento chinês eram, olha….. Ooooolha…

Enfim, que ela tenha uma excelente viagem de volta. <3

Psicologia eu chutei o balde. Estava fazendo realmente só pelos créditos mesmo e, quando vi que tinha nota pra passar com 5 na média final, eu meio que a abandonei. Me senti culpada depois porque acho que o professor não merecia isso, mas eu tinha minhas prioridades.

E minha prioridade era OAC.

Vários sábados e domingos na unb estudando pra essa matéria, fazendo todas as provas anteriores, questões do livro, questões dos slides, pedindo monitoria, indo na sala do professor pedindo ajuda numa questão…

As notas demoraram pra sair, mas eu não precisava delas pra saber que não tinha ido tão bem quanto gostaria nelas. Desta vez, eu fiz OAC com um professor que, mesmo que ele seja hiiiiper atencioso, que nos acompanha nos sábados e domingos de estudos (tipo: “Professor, acha que consegue aparecer no sábado pra nos ajudar a estudar pra prova?“, e ele “Claro! Estarei lá as 14:00“), assim, fofuxo… As provas dele são insanas. Bem como os trabalhos.

Quer dizer, o que você normalmente esperaria de um aluno cursando OAC? Que ele saiba o mínimo do funcionamento dos processadores uniciclo, multiciclo e pipeline e, no final do semestre, que o aluno consiga implementar algum desses processadores com instruções básicas. O que este professor espera? Que o aluno, além de saber isso, saiba em todos os detalhes o funcionamento de algum módulo que dê pra implementar na placa DE2-70, no final do semestre consiga fazer um jogo 100% funcional.

O módulo deste semestre foi implementar o protocolo de transmissão RS-232 e o Boot Loader. Que, por sinal, apenas o meu grupo conseguiu implementar direito. Apenas o meu grupo conseguiu implementar esse protocolo e ele era essencial para a realização do trabalho final.

Ou seja, se numa matéria, apenas um grupo consegue fazer tal coisa, dos 5 que tinham (cada um com 5 alunos cada), alguma coisa está errada.

De qualquer forma, o jogo deste semestre foi fazer o jogo do Pateta e o Max:

Acho que quem lê meu blog não entende o quanto é difícil fazer isso, mas, vão por mim, é difícil pra caramba.

 

E então saiu as notas:

Untitled

 

Agora vou curtir minhas férias e cuidar de mim. Beijos pra vocês

Gastei todo o dinheiro que tinha em apenas um bairro

Puxa, como a Dani não tinha blog, eu vou deixar avisado que a respondi no post que ela comentou.

 

Bom, eu já voltei de viagem, voltei sábado passado. Mas vou contar aqui meus últimos dias de viagem e depois faço um post de recapitulação.

Hiroshima foi hiper, mas hiper acolhedora. Os dias lá eram bem ensoralados, ninguém tava de casacão na rua. Putz, passear por lá foi hiper gostosinho. Quando subi pro meu quarto, que era um dormitório, conheci uma velhinha japonesa suuuuuuuper simpática que acabou me enchendo de presentes, enquanto eu tava me embolando toda pra poder recusar a quantidade de presentes que ela me dava.

Mas ela, de 75 anos, me levou pra passar em Hiroshima. Ela me contou que não valia a pena comprar passe de museu de um dia, porque os museus de Hiroshima eram todos a céu aberto. Me mostrou o bairro dos cemitérios que, te dizer, os templos eram lindões, mas a quantidade de túmulo dava meio que, aannnnnnnn…

Me mostrou o castelo de Hiroshima e disse que todos os templos tradicionais de lá, diferente das outras cidades japonesas, tinham pelo menos uns 70 anos. O motivo, bom, a bomba. Mas esse castelo, diferente do de Osaka, Nijo ou os outros castelos que passei, não tinha aquele labirinto de pedra. Era um grande chão e, logo a frente, o castelo. Imagino que não reconstruíram o labirinto.

Aí ela me mostrou o Memorial da Paz, que ela mesma não tinha visto de noite. Era um tanto assustador até. A qualquer momento poderia pular um fantasma.

No outro dia, fiz amizade com um alemão e fomos à ilha Miyajima. Era uma ilha que vive basicamente do turismo. Fomos num domingo e tava bem cheio lá. Esta ilha era infestada por renas fofinhas e preguiçosas, assim como Nara, pelo o que o alemão falou. Tiramos fotos de bastante coisa.

Teve até uma cerimônia de casamento por lá! Nem a vovó que tinha me mostrado Hiroshima viu uma cerimônia de casamento tradicional. Eu fui bem sortuda!

Depois do casamento, fomos subir uma montanha. Minha primeira montanha! Rapaz, foi foda. Em todos os sentidos. E ainda a água no topo da montanha era 250 yens.

Aí isso acabou comigo, não conseguia andar mais de jeito nenhum.

 

No outro dia, fui pra Tokyo, a minha última cidade. Com o último dia do JR pass, eu usei para ir em Odaiba e ver o Gundam gigante. Teria explorado mais Odaiba se meus pés não estivessem mortos.

No dia seguinte, fui em Akihabara levando 30 mil yens. Nunca que eu ia conseguir gastar esse dinheiro num só dia, certo?

Quebrei a cara, vi tanta coisa linda e que não cabia mais na minha mala, mas mesmo assim comprei e… E, bom.

Fui inclusive num Maid Cafe de verdade!

Aí quando vi que tinha apenas 5000 yens sobrando, eu me forcei a voltar pro meu hotel, e era tipo umas 15:00.

 

Os restos dos dias eu fiquei esperando dar o dia que eu poderia ir embora, já que não poderia gastar com mais nada. Eu tinha ainda uns 400 yens sobrando dos yens que separei pra passagem pro aeroporto. Aí gastei esses 400 num game center.

 

E então, depois de 30 horas de viagem, eu cheguei no Brasil. Dei um abraço bem forte nos meus pais e no meu namorado e voltei pra casa.

Kyoto foi a melhor cidade ever

Comprei um passe de um dia de viagem de ônibus e foi a melhor coisa que fiz: mais da metade do meu álbum agora é Kyoto, e eu nem visitei o castelo imperial (tinha que reservar com duas semanas de antecedência).
Encontrei uns estrangeiros andando de kimono tradicional e fiquei imaginando o frio que eles tavam passando. Por isso não tive vontade de procurar como eles conseguiram aquelas roupas.
Comi em restaurantes, finalmente. Pior coisa ever. Tenho uma puta agonia de quem come de boca aberta e faz barulho tomando sopa/comendo macarrão. Além do que era mais caro que minhas marmitinhas.
Mas visitei uns 5 templos além dos escondidos entre bairros. E todo mundo me recebeu super bem, hiper diferente de Nagoya… E Osaka.

Osaka parecia Nagoya. Era suja, a gente consegue ver diferença de classes sociais fácil, como é no Brasil, e tem favela (não igual ao Brasil, claro. Favela aqui é tipo bairros de classe média, que tem altos apartamentos pequenos, ruas apertadas, lojas simples e desconhecidas, muito gente com roupa de operário e bêbados na rua). E meu hotel em Nagoya era numa favela.

Encontrei uma amiga de amigo meu lá e foi hiper divertido… Até ela buscar o filho dela.
O menino tinha 6 anos. Quando conheci, ok, alguém pra falar de pokemon, jogos, heróis, pah… Até brincamos de corrida nos lugares, pique pega, tava legal até ele querer uma espada de ninja.
Aí a mãe não comprou porque ele ainda tava de castigo (vish).
Aí ele se jogou no chão e começou a gritar (pqp).
Como os dois eram brasileiros e não entendiam japonês, eu tava hiper envergonhada e fiquei pedindo desculpas pros japoneses que passavam. Falava que o menino era barulhento e mimado e me desculpava por isso. Aí eles perguntavam se tava mesmo tudo bem e eu falava que logo ele iria parar de chorar.
Uma vergonha. Mesmo. Eu não vim pro Japão pra ficar passando este tipo de vergonha.
Fomos ainda no castelo de Osaka e, olha, realmente lindo de noite. Coisa assim de se apaixonar. Eu queria sentar nos banquinhos e ficar lá, de noite, admirando aquele castelo por uns minutinhos. Mas não podia porque o guri tava berrando.

Não foi de todo ruim Osaka, mas poderia ter sido melhor.
Hoje estou em Hiroshima e tive que até tirar o casaco de tão quente que tá. Rapaz.